Dinâmica de grupo
Vereadores, assessores e funcionários da Câmara Municipal participaram, ontem, de uma dinâmica de grupo, organizada pelo vice-presidente da Casa, Roberto Bueno (PTB). Antes da discussão em grupo, foi veiculado um vídeo intitulado A águia e a galinha. Bueno quer dar uma nova cara à Câmara, se possível de águia. Assessores também foram alertados para pedidos inconvenientes.
Provisória
O folclórico Carlos Sandrin não está mais no comando do PT do B. Paulo Roberto Boletti é o presidente da comissão provisória do partido. Os demais membros são José Ribeiro da Silva, Vlamir José Pereira, Wilton César da Silva e Luiz Antonio Fogaça. Para qual partido irá Carlos Sandrin? Alguma liderança política se habilita a convidá-lo?
Favorável
A Comissão de Justiça e Paz da Diocese de Bauru se manifestou favorável à instalação da CPI da Corrupção. Segundo a entidade, será uma oportunidade de os dirigentes demonstrarem ao povo e ao mundo que, pelo menos em tese, no Brasil está se tentando desenvolver uma democracia limpa, honesta, voltada para os interesses populares.
Prorrogação
E o prefeito Nilson Costa (PPS) decidiu prorrogar, por mais três meses, o decreto de Calamidade Pública, assinado logo após o temporal do dia 8 de fevereiro. Nilson continua tendo esperanças de que o Município vá abocanhar verba no Governo do Estado para recuperar os estragos. Enquanto isso, o povo também prorroga sua paciência com o prefeito. Se é que ela ainda existe.
Indicação
Assessores do governador Geraldo Alckmin (PSDB) comentaram, em sua visita no último sábado, que esperam que a Prefeitura altere o decreto de calamidade para emergência. É que isso facilitaria a aceitação pela Defesa Civil do Estado. O motivo é que dezenas de prefeituras também decretaram estado de calamidade pública e, em muitos casos, a emergência seria o mais adequado. A Defesa Civil Estadual considera calamidade uma medida extrema.
Conseqüências
Outra implicação é que ao aceitar a calamidade de Bauru, o Estado abriria as portas para pedidos possivelmente indevidos de outros municípios, de prefeitos que tentam na medida uma forma de tapar buracos ou acabar com erosões com dinheiro de fora. Como o comentário foi feito na visita do governador à cidade, da qual o prefeito participou, é possível que Nilson Costa tenha recebido a informação. Se não recebeu, aqui está a indicação. Se recebeu, demonstrou ontem que não ouviu.
Audiência pública
Eis uma questão regimental que ainda não foi mencionada à opinião pública na tramitação do projeto de lei de iniciativa popular da ECCB na Câmara. Antes de ir a plenário, o projeto terá que ser debatido em audiência pública, aberta à população. O grêmio da ECCB, que assina a proposta, terá que indicar um representante para debater com os vereadores os pareceres das comissões internas. Depois, o projeto volta para nova análise das comisssões e só depois vai a votação.
A quem interessa?
O ex-desembargador Antonio Carlos Marcato alertou, ontem, em Bauru, que existe uma ação orquestrada para fragilizar o Judiciário brasileiro. Ele adverte que a medida, com ingredientes políticos, pode provocar a derrocada de um dos pilares da democracia. Sem tergiversar, o ex-desembargador criticou medidas nascidas no Governo Federal e no Congresso Nacional que visam colocar mordaça em juízes e promotores.