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CRM considerou PS Central caótico

Rita de C. Cornélio
| Tempo de leitura: 3 min

Relatório do Conselho Regional de Medicina, entregue à Secretaria Municipal de Saúde, aponta deficiências em várias áreas

Em outubro do ano passado, a situação do Pronto-Socorro Central de Bauru era caótica. Faltava até estetoscópio (aparelho usado para a ausculta em diferentes partes do corpo) para o médico plantonista atender os pacientes. Este foi um dos itens avaliados pelos fiscais do Conselho Regional de Medicina (CRM) de São Paulo, na época, segundo a presidente estadual do órgão, Regina Parisi Carvalho, que esteve ontem em Bauru e reuniu-se com a secretária municipal de Saúde, Eliane Telles Nunes.

Regina disse que o relatório dos fiscais aponta inúmeros problemas no PS, sobretudo de equipamentos. Desde outubro o Conselho vem acompanhando a questão do Pronto-Socorro. Nós mandamos uma equipe de fiscalização para cá. Essa equipe apontou todas as inadequações que existiam do ponto de vista físico, de equipamentos e de recursos humanos, sobretudo os dois primeiros. A falta de equipamentos estava afetando o atendimento e o trabalho dos médicos, disse.

De acordo com a presidente do CRM, a situação do PS era caótica, pois faltavam equipamentos, desde os mais simples até os indispensáveis, como era o caso do estetoscópio. Não há como um pronto-socorro funcionar sem isso. Não há como um profissional trabalhar com a estrutura encontrada e nunca o Conselho concordaria que um deles estivesse sem o estetoscópio no plantão, explicou a presidente do CRM.

Sobre a situação do Pronto-Socorro Central atualmente, Regina disse que melhorou, mas ainda falta muito para ser a ideal. Algumas questões estão mais adequadas, mas ainda estão distantes das proposições que o Conselho fez e que envolve estrutura mais pesadas do ponto de vista financeiro, frisou.

Na avaliação do CRM, o PS Central tem uma demanda grande e isso traz dificuldades. É lógico que traz conseqüências para equipe de recursos humanos porque, se a situação é muito inadequada do ponto de vista da estrutura, você acaba tendo dificuldades para contratação de profissionais, afirmou.

Os problemas apontados no relatório do CRM já estariam sendo sanados pela Secretária Municipal de Saúde. Foi o que ela (secretária de Saúde) nos disse. Tinha uma questão concreta, que era a falta de recursos financeiros. O Conselho encaminhou as questões e as proposições que tinham que ser feitas. Hoje (ontem), a secretária nos colocou que houve um comprometimento do Ministério da Saúde para aquisição e atualização dos equipamentos. Eles aguardam um retorno, explicou Regina Parisi Carvalho.

Os problemas de ordem física estão sendo discutidos entre as secretarias Municipal e Estadual de Saúde. Ela (Eliane Fetter Telles Nunes) garantiu que está discutindo este problema com a Secretaria Estadual de Saúde, que é o órgão que tem feito parcerias com os municípios para a reforma de unidades, contou a presidente do CRM.

O papel do CRM é apontar problemas e soluções, segundo Regina. A gente fiscaliza o exercício profissional e, é lógico, as condições que cercam o exercício profissional. Não há como falar só sobre os médicos. Eles precisam de equipamentos para atender a população, ressaltou.

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