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Medeiros lança Rossi ao governo de SP

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 2 min

Luiz Antônio de Medeiros, presidente estadual do PL, disse, ontem, que Francisco Rossi vai se filiar na segunda-feira

O presidente estadual do Partido Liberal (PL), deputado federal Luiz Antônio Medeiros, disse, ontem, em Bauru, que Francisco Rossi será o candidato ao Governo do Estado pelo partido nas eleições do próximo ano. Medeiros avaliou que Rossi é um homem de mãos limpas e com penetração popular, com cerca de 12% a 15% de intenções de voto no Estado. Vamos vencer a eleição do próximo ano. Francisco Rossi foi bastante criticado na eleição passada ao Governo do Estado por bater em Paulo Maluf (PPB) durante toda a disputa e, no final, apoiar abertamente o pepebista.

Segundo Luiz Antônio de Medeiros, Francisco Rossi vai se filiar ao PL na próxima segunda-feira, dia 15 de maio. O deputado federal descartou que o partido converse com outras legendas neste momento, embora seja muito difícil participar da disputa com chances sem uma composição. O PL ficaria isolado e não teria tempo suficiente para defender seu candidato no programa eleitoral de rádio e televisão. Apesar disso, Medeiros disse que o PL vai continuar trabalhando para consolidar a candidatura do partido, que é o Rossi. Isso ainda leva algum tempo. Depois é que vamos conversar.

Sobre a CPI da Corrupção, não instalada no Congresso Nacional devido à ação do governo FHC sobre vários parlamentares anteontem, Medeiros comentou que assinou o documento organizado pela oposição. Acho lamentável que alguns parlamentares se rendem aos apelos do governo, que não deve temer nenhuma CPI. Existem denúncias e todas elas devem ser apuradas. Eu espero que a população expurge da vida pública esses parlamentares que tiraram seus nomes da lista da CPI na próxima eleição, afirmou.

Ex-presidente da Força Sindical, Luiz Antonio de Medeiros concordou que a descentralização na instalação da indústria automobilística no País enfraqueceu o movimento sindical na Grande São Paulo. Mas eu acho que foi importante para o País a instalação de fábricas em outras regiões, como Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Bahia. É tudo Brasil e isso fortalece essas regiões, avaliou. O deputado federal ponderou, entretanto, que o problema no movimento sindical é que a sindicalização é extremamente baixa e isso prejudica a organização da classe.

Perguntado sobre o perfil mais próximo dos patrões na Força Sindical, enquanto que a CUT toma outras posições, Medeiros admitiu que a entidade que presidiu é mais conservadora. Ele justificou, entretanto, que quando se trata de negociação para o trabalhador nós devemos esquecer divergências e sentar à mesa. Eu não concordo com a posição de que só porque eu sou contra os patrões eu não devo conversar, negociar, com eles.

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