O incêndio, de origem ainda desconhecida, foi no Jardim Redentor e surpreendeu os moradores da casa dormindo
Um incêndio numa casa de alvenaria da quadra 2 da rua São Januário, no Jardim Redentor, por volta das 6h30 de ontem, causou queimaduras de leve à média gravidade nos cinco moradores, além de destruir toda a mobília. Até o início da noite de ontem, duas vítimas, incluindo um policial militar, continuavam internadas, em estado regular, e uma em estado grave. Os outros dois moradores foram liberados após serem medicados.
O fogo começou na cozinha e surpreendeu a família Rocha ainda dormindo. Quando eles acordaram, as chamas já estavam alastrando-se para outros cômodos e a fumaça tomava conta da casa. Quando os bombeiros chegaram ao local, um dos moradores, o policial militar José Aparecido Rocha, 42 anos, estava tentando retirar seu pai, José Rodrigues Rocha, 68 anos, da casa. O idoso está internado em estado grave.
Também estavam na residência e sofreram queimaduras a mãe do policial, Ana Pinton Rocha, 62 anos, e dois irmãos dele, Maria de Fátima Rocha, 36 anos, e José Donizeti Rodrigues Rocha, 33 anos. Praticamente todos os móveis da residência queimaram no incêndio e a estrutura da casa ficou bastante danificada.
A origem do incêndio ainda não era conhecida, mas há suspeita que possa ter sido una vela deixada acesa na cozinha. O laudo da Polícia Técnica, que deve apontar a causa do incêndio, deve sair em 30 dias. O Corpo de Bombeiros enviou sete viaturas para atender a ocorrência, mas quando chegou ao local o fogo já tomava conta da casa.
A primeira das sete viaturas dos Bombeiros destacadas para a ocorrência chegou à casa entre dois e três minutos após a chegada da informação do incêndio, segundo o capitão Jovelino Barbosa Lima Filho, comandante do 1.º Sub-Grupamento dos Bombeiros. A casa da família Rocha fica a 400 metros do Posto dos Bombeiros do Distrito Industrial, o que ajudou na rapidez do atendimento.
Um vizinho, ao ouvir os gritos de pedido de socorro, foi pessoalmente à unidade dos Bombeiros pedir ajuda. No entanto, o fato de as janelas da casa serem protegidas com grades, dificultou a retirada dos moradores. O capitão Barbosa contou que além da alta temperatura dentro da casa, os moradores acabaram respirando o ar misturado à fumaça dos objetos que estavam sendo queimados, que é tóxica.
Ele disse que o fogo aqueceu tanto o ar dentro da casa que alguns aparelhos eletrônicos, como o televisor, chegou a derreter. Após socorrer as vítimas, que foram levadas para o Pronto-Socorro Central, os bombeiros fizeram o rescaldo, para evitar o reinício do fogo.
Bombeiros recomendam cuidados
A maioria dos casos de incêndio a residência em Bauru ocorre em construções de madeira, que têm alto poder de combustão. Em épocas de poucas chuvas ou de temperaturas altas, o risco de incêndio aumenta, mas existem cuidados básicos a ser tomados pelos moradores e que podem evitar destruição e vítimas.
O capitão Jovelino Barbosa Lima Filho dá algumas orientações à população e já alerta para o risco do uso de velas sem o devido cuidado nos próximos meses, por conta do anunciado racionamento de energia elétrica e até possível apagões. Ele sugere o uso de lanterna no lugar de velas. O efeito é o mesmo e o risco é muito menor, disse.
Em casos de incêndio, a medida correta é ligar para o Corpo de Bombeiros, pelo 193, o mais rápido possível. Para facilitar e até agilizar o trabalho dos bombeiros, a pessoa que comunicar o incêndio deve passar quanto mais informações tiver, como o localização exata do incêndio e uma referência; o que ocorreu e o número de vítimas.
Cuidados contra incêndios
* Não utilizar a combustão do álcool como aquecedor de ambiente, principalmente próximo a cortinas, que podem pegar fogo facilmente.* Não deixar vela acesa e sair do ambiente ou dormir. A vela pode cair ou, ao chegar ao seu final, aquecer o móvel ou uma cortina próxima e dar início ao incêndio.* Utilizar apenas mangueira própria para a instalação de gás de cozinha. Ficar atento ao prazo de validade da mangueira, que precisa ser trocada periodicamente.* Fechar o registro do botijão de gás sempre que acabar de utilizar o fogão. * Fazer uma revisão na instalação elétrica a cada cinco anos.* Não usar benjamin, que pode provocar superaquecimento.