Sou um árbitro de futebol, formado e diplomado pelo Sindicato do Estado de São Paulo, também pela L.B.F.A. (Liga Bauruense de Futebol Amador), L.R.F.B. (Liga Regional de Futebol de Bauru), F.P.F.S. (Federação Paulista de Futebol Society), há 10 anos. Hoje, atualmente trabalhando pela L.R.F.B. Tenho muita experiência nas disputas entre profissionais e amadores, bem como nos campeonatos regionais. Por outro lado, nutro uma grande paixão por esse esporte mundial e creio ter ido ao encontro a uma das minhas mais fortes aspirações. Entretanto, muitos dizem e é a verdade: não existem encargos perfeitos nas cidades humanas, sempre contornadas de espinhos e dificuldades. São os chamados ossos do ofício. Técnica e psicologicamente, me encontro muito bem preparado para enfrentar os problemas e incompreensões que nos cercam durante os jogos. Não obstante, faz-se presente no exercício dessas minhas atividades, um obstáculo muito difícil de digerir. Reconheço que tal obstáculo machuca muito e sempre permanece me martelando a cabeça, como se culpa me coubesse. Trata-se do hábito mesquinho que se encontra arraigado no espírito de uma boa parcela dos torcedores que dirige ofensas às nossas mães (aqui incluo todos os árbitros). É um fato comum vivido nos campos de futebol, mas que não posso acostumar-me a ele. Sei que se trata de um grupo de pessoas ignorantes que fazem das disputas futebolísticas um meio de descarregar seus inúmeros complexos, próprio dos mais ordinários pelintras. Agora, que estamos comemorando o Dia das Mães, sinto-me entristecido ao relembrar as ofensas a elas dirigidas, partidas da população mais desprezível que ocupa as arquibancadas de um campo de esportes. Assim, entristecido, não sinto o mesmo clima vivido por outros filhos, que buscam alegremente nas lojas um presentinho para suas mães. Na verdade, a minha vontade é de dirigir-me e pedir-lhe: Mãe, perdoe-me por eu ser um juiz de futebol! (Elias Janeiro - RG: 18.479.772-X)
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