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Pesquisa em jornais pós-abolição

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 1 min

A professora da disciplina Fundamentos de Arquivologia, do curso de História da Universidade do Sagrado Coração (USC), Márcia Regina Nava Sobreira, avaliou o tratamento dado por jornais de Bauru do início do século sobre o dia 13 de maio, data da abolição da escravatura no País.

Aluna do curso de mestrado da Unesp de Assis, Márcia explica que seu trabalho mostra a visão que a sociedade bauruense, de um modo geral, externou sobre a importante data. Segundo ela, as opiniões naquela época sobre a abolição não diferem muito daquela que perdurou por muitas décadas.

O meu trabalho de pesquisa mostra que o dia 13 de maio, no início do século, sempre foi comemorado como uma data de redenção, de libertação e de salvação de uma raça que estava oprimida e que, com uma simples lei, pôde se libertar.

Um dos jornais locais pesquisados pela professora, O Commercio, edição do dia 16 de maio de 1915, traz depoimentos sobre a abolição de personalidades políticas do Brasil republicano. Essa concepção de redenção, de libertação, ainda se mantinha muito forte nessa época.

Márcia fez o levantamento no Núcleo de Pesquisa e Documentação Histórica de Bauru e Região, mantido pela Universidade do Sagrado Coração (USC). A pesquisadora também pôde constatar que a maioria dos políticos não teve outra saída se não aceitar a lei assinada pela Princesa Izabel.

A professora avalia, ainda, que muitos integrantes do movimento abolicionista, inclusive ex-escravos, não tinham consciência plena naquilo que estavam envolvidos. A participação de uma parte dos integrantes do movimento não era de consciência.

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