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O NEGÓCIO DO MOMENTO

Henrique Perazzi de Aquino
| Tempo de leitura: 1 min

Você recebe a visita do vendedor daquela empresa de publicidade. Ele vem te vender o título de que a sua empresa foi escolhida a ban-ban-ban, dentro do seu segmento. Os preços são colocados na mesa. Se não pagar, deixo de ser o escolhido e outro de uma lista, que o vendedor tem na sua pasta, passará a ser o escolhido. É pegar ou largar.

Pagando, seu nome vai constar de algumas publicações: os maiores da indústria, os maiores do comércio, os maiores da indústria e do comércio e os maiores do comércio e da indústria. Tratam-se de quatro edições diferentes. Um detalhe: só há o registro de quem paga pelo aparecimento do seu nome. Como se trata de uma publicação democrática, uma mesma firma pode muito bem aparecer nos quatro volumes. A rigor, quem se propõe a pagar para aparecer, não precisa ser nem da indústria, muito menos do comércio.

O vendedor me adianta que alguns clientes ficam ofendidíssimos quando se esqueciam de procurá-los. O que menos discutiam era o preço, que era cobrado por item de participação. Afinal, todos queriam ser os maiorais. Isso mesmo, fora as publicações, paga-se sua parte num lindo e festivo jantar de confraternização, onde os maiorais que contribuíram vão ter o prazer de se encontrar e ficar sob as luzes dos holofotes. No evento, sairei com placa, troféu e foto no jornal.

E aí, que faço? Posso até não ser o ban-ban-ban dentro do que faço, mas pagando o jabá solicitado, posso passar a idéia de que sou o melhor. Não é um excelente negócio? Para quem? (Henrique Perazzi de Aquino - RG. 9.710.205)

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