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Morte de menor foi casual, diz motoboy

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

Duas testemunhas da morte de uma menor grávida, na semana passada em Botucatu, devem ser ouvidas na quinta-feira

Botucatu - Depois de ouvir, na semana passada, o motoboy Marcel Ricardo Branco, 20 anos, acusado de ter matado a namorada Diana Carolina Gagliane Pinto, 16 anos, grávida de dois meses, com um tiro na cabeça, a delegada Simone Alves Firmino Sampaio, 32 anos, titular da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Botucatu, deverá ouvir nesta quinta-feira duas pessoas que estavam com o casal no momento que foi efetuado o disparo que matou Diana. Ela trabalhava como recepcionista em um salão de beleza. Os depoimentos dessas testemunhas estão sendo considerados fundamentais para o esclarecimento dos fatos, segundo a delegada.

Outra peça que poderá ajudar a desvendar o caso é a conclusão do laudo pericial da arma, prevista para a próxima semana. De acordo com a delegada Simone, com o laudo em mãos será possível saber quantos disparos foram feitos e a que distância da vítima. Entretanto, o exame necroscópico de Diana, que está praticamente concluído, indica que ela foi atingida e morreu com apenas um projétil.

Depoimento

Em seu depoimento, na última quinta-feira, Branco afirmou à delegada Simone que o disparo foi acidental. De acordo com sua versão, ele estava manuseando a arma, com outros dois amigos, enquanto conversavam em frente à casa da vítima, quando a arma disparou e atingiu a cabeça de Diana.

Indagado sobre o fato de não ter prestado socorro à namorada, ele alegou ter ficado apavorado e decidiu fugir, enquanto os outros dois amigos prestavam socorro.

Enquanto não ficar provada sua real participação no crime, se intencional ou não, Branco deve continuar solto. A delegada Simone disse que existe a possibilidade de pedir a prisão preventiva do acusado. Se ficar provado que houve intenção de matar posso pedir a prisão preventiva dele. Mas é importante frisar que nós estamos trabalhando com a hipótese de homicídio doloso e não culposo, declarou a delegada.

As penas nesses casos são bastante distintas. Em caso de homicídio doloso, o condenado pode pegar até 30 anos de prisão, segundo informou a delegada. Se ficar provado que o disparo foi realmente acidental, Branco irá responder por homicídio culposo, cuja pena é mais branda, vai de 1 a 3 anos de detenção.

Gravidez

Quando foi morta, na noite da última quarta-feira, Diana estava esperando um filho. Ela estava grávida havia dois meses e a polícia não descarta a hipótese de que essa informação pode ter provocado o desentendimento entre os namorados. No entanto, em seu depoimento Branco afirmou que não tinha dúvidas de que o filho era dele.

Mesmo assim a delegada não descarta a hipótese de requisitar exames de DNA do feto para saber se a criança que estava sendo gerada era mesmo do motoboy.

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