Em carta dirigida ao JC e publicada no domingo, 13/5, César Ferreira volta a fazer julgamento da atual Administração Municipal de Bauru. Não gostaríamos de ir além destas palavras para não cansar o leitor com temas já repassados, porém, por força das circunstâncias, retornamos a esta democrática Tribuna a fim de recolocar alguns pingos nos is. Voltando ao julgamento, fomos submetidos a 1.º de outubro passado à aprovação popular. E no dia-a-dia, temos um Poder Legislativo e um Poder Judiciário isentos, respeitados e respeitáveis para submeter as ações do Executivo.
Embora recebamos com respeito qualquer crítica que tenha procedência, dentro de um princípio ético e com respaldo na liberdade de expressão (não quando alguém quer fazer gracinha e diz que já viu o papa pessoalmente, porém nunca teve a oportunidade de ver o prefeito de Bauru), com o missivista de domingo (13/5, página 28), precisamos fazer uma exceção. Isto porque aquele escriba não pode estar credenciado para nos julgar, pelos motivos que elencamos.
Inicialmente, porque, na qualidade de ex-funcionário da Cohab e, posteriormente, da Emdurb, com a chegada do governo cujo lema é Pacificação e Trabalho, não pôde permanecer justamente por causa da pacificação e do trabalho. Sem qualquer cargo, portanto, findada a remuneração, acredita que presta serviços à comunidade jogando pedras.
Em segundo lugar porque, na qualidade de um dos mentores do Forum da Racionalidade, uma entidade criada tão-somente com o objetivo de defender tudo (tudo, mesmo!) que ocorria na administração da qual formou parte, remou contra a corrente enfrentando a legalidade e a população que via na cassação a única saída para Bauru. É sabido por todos que em momento algum o prefeito Nilson Costa fez a proposta de elevar em 100% os salários do funcionalismo público municipal. Principalmente nesta fase em que a inflação existe, porém está sob controle. O atual chefe do Executivo poupa o bolso do contribuinte nos aumentos de preços e tarifas (que só ocorrem quando são absolutamente necessários e legais). Por tudo isto, embora não concordemos, compreendemos os motivos que levam o missivista a tentar nos julgar diante da opinião pública. (*) (Assessoria de Imprensa da Prefeitura Municipal de Bauru)