O mundo é um saco e a humanidade os gatos, feras que se entredevoram!... Quem quiser ou se dispor a melhorá-los, tem que dar tudo de si, e quando nada mais tiver para dar, terá, a exemplo de Cristo (ou de Tiradentes?), que dar também em holocausto o corpo. Aliás, tem gente, pelo que disse a Imprensa, que na Sexta-Feira da Paixão se submete voluntariamente, ser crucificada à semelhança do que aconteceu com Cristo. Mas há em proporção astronômica aqueles que não adotam para si próprios essa mesma filosofia. Dispensam-na instintivamente, quando não teleguiadamente, como robôs humanos, teleguiados por um poder central, cujos cabeças comandantes são os seus mentores e guias intelectuais e espirituais. Dentre os teleguiados existem os super-robôs, que são mestres em conhecimento de causa e desfrutam de impunidades e bênçãos, como paga pelos serviços que prestam aos seus amos, e os casos extra-esporádicos que acontecem em contrário são extraviados de tal esquema, na base de exceção à regra, o que comprova que há regra sem exceção. Diante dessa situação, o que quer que você diga ou faz, tão-somente serve para outrem correr com a ponta-da-meada. (Abdnor Maluf)
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