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Festas de junho em São Luís

(*) Eliane Barbosa
| Tempo de leitura: 2 min

São Luís reúne à beleza de seu patrimônio histórico, o contato com praias e a natureza, um povo alegre e hospitaleiro. E mais, uma diversidade cultural que inclui manifestações como o bumba-meu-boi, a dança do coco, o tambor de crioula e muitas outras

Desde os bancos escolares aprendemos que São Luís do Maranhão é a única capital brasileira colonizada pelos franceses. Tanto assim que seu nome é uma homenagem ao rei da França, Luís XIII, responsável pelo envio ao Brasil de uma expedição liderada por Daniel de La Touche, senhor de La Ravardière.

Os franceses, e mais tarde os holandeses, acabaram sendo expulsos pelos portugueses encarregados de fundar um Estado colonial ligado diretamente à Coroa, mas deixaram na cidade muita história para contar, resumida numa rica arquitetura que se misturou ao estilo tradicional português, como mostram os casarões revestidos com azulejos seculares ou as sacadas e balcões rendilhados em ferro batido.

Essa mistura de estilos, cultura e história, faz de São Luís um lugar imperdível para quem quer conhecer mais do Brasil colonial dos séculos XVIII e XIX. Como diferentes culturas misturam-se nas ruas da capital maranhense, São Luís recebeu em 1997, da Unesco, o título de Patrimônio da Humidade.

Visitar a cidade é fazer uma viagem na máquina do tempo e sentir a mistura de influência étnica, cultural e mística, o que a torna uma das capitais mais interessantes do Brasil.

A religiosidade é um traço forte de São Luís. Durante todo o ano os maranhenses ressoam tambores e expressam sua devoção aos santos.

O auge ocorre em junho, na Festa de São João, quando o bumba-meu-boi e o tambor-de-crioula saem às ruas, as fogueiras são acesas e o povo dança em clima de total alegria, usando roupas multicoloridas num espetáculo emocionante.

As danças são cheias de animação e movimento e os trajes esbanjam fitas, plumas e bordados. As canções e toadas misturam a força dos exóticos instrumentos de percussãocom a musicalidade de sua gente, que tempera cada festejo com toda a riqueza de sua cultura - com influência africana, portuguesa, indígena, francesa e holandesa, misturando nas comemorações inspiração, alegria e fé.

(*) Colaboração: Maratur

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