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PM teme caos no trânsito com apagão

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 3 min

Em caso de apagões, serão deslocadas viaturas para os cruzamentos de maior fluxo de veículos. Bauru tem 94 semáforos

A 4.ª Cia. da Polícia Militar (que cuida do trânsito) já está preparada para agir durante os apagões e tentar evitar o caos no trânsito. A grande preocupação é com relação aos cruzamentos de vias sinalizados com semáforos, 94 de acordo com dados da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb).

O capitão Reginaldo de Souza Braga, comandante da 4.ª Cia, disse que em casos de apagões serão colocadas viaturas nos cruzamentos de maior fluxo de veículos, como os das avenidas Rodrigues Alves, Nações Unidas, Nuno de Assis, Duque de Caxias e Getúlio Vargas. Nós não dispomos de um policial para cada cruzamento, então teremos que priorizar os de maior fluxo de veículos e contar com a paciência e entendimento da comunidade, disse.

O motorista, em caso de apagão, terá que dobrar a atenção e ter paciência, dando passagem aos demais veículos. Reginaldo lembrou que o Código de Trânsito Brasileiro diz que, quando não houver sinalização, prevalece a preferência do veículo que está à direita. A 4.ª Cia conta com cerca de 65 policiais que atuam diretamente no trânsito, que estão de prontidão.

Nélson Lira, diretor do Departamento de Trânsito da Emdurb, disse que está aguardando mais detalhes sobre os apagões para tomar medidas, como divulgar vias de trânsito alternativas, que podem ser utilizadas para fugir das vias com semáforos. Ele espera que os apagões, caso ocorram mesmo, sejam previamente programados, para que a população, polícia e a Emdurb tenham condições de melhor enfrentar a situação.

Prontidão

Caso os apagões realmente ocorram, a Polícia Militar irá colocar em prática um plano de ação para garantir a segurança pública. A expectativa é que os horários e locais dos apagões sejam previamente divulgados, para que haja tempo de traçar um plano específico para a região atingida, de acordo com suas características, e deslocar policiais para aquela área.

No entanto, se ocorrer apagões sem a prévia divulgação, os comandantes das bases que estiverem trabalhando no momento devem deslocar patrulhas e policiais para os locais de maior concentração de pessoas e veículos, segundo os comandantes da 3.ª e 1.ª Cias, respectivamente capitão Wellington Luiz Dorian Venezian e capitão Benedito Roberto Meira.

O capitão Wellington explicou que, acionando os policiais de folga, o número de patrulhas na área atingida pelo apagão pode até quadruplicar. Ele lembrou que, se o comandante analisar que é preciso, pode ser feito o deslocamento de policiais de uma região para outra, caso os problemas decorrentes da falta de energia elétrica sejam mais graves.

Na área central e na Zona Sul, os pontos prioritários em casos de apagões serão os cruzamentos das principais avenidas e de grande concentração de pessoas. De acordo com o capitão Meira, as viaturas, com giroflex ligado para servir de referência à população, serão estacionadas nesses cruzamentos.

Outra preocupação é com relação ao sistema de comunicação da PM, que recebe todas as ligações feitas ao serviço 190 e repassa as informações aos policiais nas ruas. O Centro de Operações da Polícia Militar (Copom), de acordo com o capitão Manoel Messias Mello, tem um equipamento que, em casos de queda de energia, garante o funcionamento do sistema por três horas.

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