Eles fizeram uma manifestação no bairro ontem. Secretaria de Obras diz que antes do asfalto é preciso fazer galerias
Moradores da Pousada da Esperança I e II fizeram, ontem pela manhã, uma manifestação reivindicando que as ruas do bairro sejam asfaltadas logo. Eles reclamaram que o Programa de Asfalto Comunitário, que o morador paga pela melhoria, está demorando muito.
O secretário municipal de Obras, Edmilson Queiroz Dias, disse ao JC nos Bairros que a pavimentação na Pousada ainda não foi liberada porque, antes, é preciso instalar galerias pluviais. Se o asfalto for feito sem galerias, toda a obra pode ser perdida em uma chuva mais forte. Ele explicou que na última quarta-feira esteve em São Paulo em busca de verbas para a implantação de galerias no bairro, que ainda não tem data prevista.
Um abaixo-assinado, com cerca de mil nomes, pedindo o asfalto, será encaminhado para o prefeito Nilson Costa. A reivindicação dos moradores foi acompanhada de cobrança de uma promessa anterior. Durante a campanha eleitoral, o atual prefeito esteve aqui e prometeu asfaltamento das ruas. Em junho do ano passado houve uma reunião. Agora, o secretário de Obras não atende mais a gente, reclamou Juliana Cristina dos Santos Caminho, moradora do bairro.
Ao JC nos Bairros, Dias disse que nunca deixou de receber moradores e que tem retornado as ligações de um dos líderes comunitário da Pousada, Natalino David da Silva, mas não conseguiu encontrá-lo em casa. O secretário de Obras contou que entre quarta-feira e ontem à tarde fez cinco ligações para a casa de Natalino, sendo atendido, algumas das vezes, por uma pessoa chamada Rosária.
Segundo Cristina, a situação das ruas dos bairros é a mais precária possível. Em algumas delas não é possível passar nem a pé devido ao buracos, disse. Ela e Natalino afirmaram que os moradores estão dispostos a pagar pelo asfalto. Os moradores se propõem a pagar. Precisamos que o serviço seja feito, disse.
Eles ameaçam atropelar o processo obrigatório para a pavimentação, que é coordenado pela Prefeitura, e contratar uma empreiteira. Estamos procurando o melhor caminho. Se não houver solução, vamos tentar o contato direto com as empreiteiras, sem a interferência da Prefeitura, disseram.
Como forma de pressão, os moradores prometeram fechar as duas entradas para os bairros. Hoje (ontem) estamos fazendo uma manifestação pacífica. Se não der resultado, vamos fechar as entradas dos bairros, disse.