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Banco do Povo tem R$ 1 mi para Bauru

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 3 min

Abertura de agência na cidade só depende de instalações; trabalhadores informais serão os mais beneficiados

Depois de avaliar no ano passado que não compensaria para o Município instalar uma agência do Banco do Povo, o prefeito Nilson Costa (PPS) se animou com uma nova proposta da Secretaria de Estado do Emprego e Relações do Trabalho para viabilizar um escritório da instituição na cidade. No ano passado, o capital oferecido ao Município pelo governo para liberar empréstimos à clientela foi de R$ 500 mil, valor que dobrou com a nova proposta.

Segundo o diretor regional da secretaria, Alexandre Ciro Perin Bertoni, a agência do Banco do Povo que será destinada a Bauru vai chegar com R$ 1 milhão no caixa, dos quais R$ 900 mil oferecidos pelos cofres do Estado e R$ 100 mil de contrapartida do Município. A viabilização da agência, agora, só depende de instalações.

O prefeito também terá que enviar à Câmara Municipal projeto de lei autorizando a Prefeitura a firmar convênio com a Secretaria de Estado do Emprego e Relações do Trabalho. Bertoni conta que as conversações entre a secretaria e a Administração Municipal começaram em fevereiro deste ano e foram reforçadas no dia 21 de março, quando o titular da pasta, Walter Barelli, manteve um encontro com Nilson Costa.

Ele explica que o processo de implantação de uma agência da instituição dura, em média, três meses. A Prefeitura terá que escolher vinte servidores de carreira, que vão fazer um curso em São Paulo sobre o funcionamento da agência. Dos vinte funcionários, cinco serão escolhidos para trabalhar no atendimento à população.

Caberá ao Município o fornecimento de pelo menos três computadores, um aparelho de fax e uma linha telefônica. O banco poderá funcionar no mesmo prédio da diretoria regional da secretaria. Se depender da Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho, Bauru terá em breve uma agência do Banco do Povo, garante Bertoni.

Financiamentos

O Banco do Povo foi criado ainda na gestão do governador Mário Covas. A primeira agência foi inaugurada em setembro de 98, em Presidente Prudente. Atualmente estão em funcionamento mais de 100 agências em todo o Estado, que juntas já emprestaram R$ 19,8 milhões.

A instituição foi criada para atender a população mais carente que tem pequenos negócios formais (instituídos juridicamente), como cooperativas, associações, ou informais, como camelôs, por exemplo.

Há duas formas de financiamentos: um fixo, voltado para aquisição de maquinários e equipamentos, e outro para capital de giro. O valor mínimo de empréstimo é de R$ 200,00 e o teto é de R$ 5 mil, com juros de 1% ao mês. No empréstimo fixo, o interessado pode dividir o valor em até 18 parcelas. No capital de giro, as prestações caem para o limite de seis parcelas. Cooperativas e associações podem emprestar até R$ 25 mil.

Para contrair o empréstimo, o interessado não pode ter seu nome na lista do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) e do Serasa. Ele também terá que viabilizar um avalista para fazer a operação e comprovar residência fixa há pelo menos dois anos na cidade. O banco não empresta dinheiro para abrir negócios. Nesse caso, o empreendimento já deve estar em funcionamento há pelo menos seis meses.

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