Presidente do BSCH no Brasil anuncia que vai investir na modernização do Banespa e no treinamento dos funcionários
Pela quinta vez em Bauru desde a privatização do Banespa, no final do ano passado, o presidente do Banco Santander Central Hispano (BSCH) no Brasil, Gabriel Jaramillo, classificou o Banespa como uma caixa de surpresas boas. Na análise dele, o banco teve um bom desempenho. Ele anunciou investimentos de R$ 800 milhões para a modernização do banco e treinamento de funcionários. Jaramillo negou que o banco não esteja respeitando as Leis Trabalhistas, conforme vem sendo denunciado pelo Sindicato dos Bancários.
O presidente garante que o banco cumpre todas as normas trabalhistas e ressalta os benefícios que estão sendo oferecidos aos funcionários. Estamos agregando valor aos funcionários do banco com um programa de treinamento jamais visto na história ou no setor financeiro do Brasil. Serão 1.200 horas de treinamento nos próximos 12 meses, diz.
Jaramillo afirma que o grupo vai investir R$ 800 milhões, nos próximo 18 meses, para modernizar a instituição e treinar os empregados. É um compromisso que temos com os nossos clientes e funcionários, que vão ter uma oportunidade única de se profissionalizar neste banco, enfatiza.
Sobre a decisão da Justiça de suspender temporariamente a fiscalização municipal nas filas das agências bancárias, ele se limitou a dizer que desconhece a decisão. Não conheço a situação específica de Bauru, justificou.
A suspensão temporária atinge cidades de vários Estados do País, uma vez que a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) impetrou mandado de segurança na Justiça direcionado a todas as Prefeituras que exerciam a fiscalização. O objetivo das ações fiscalizatórias é impedir que o cliente permaneça além do tempo máximo na fila, de acordo com uma lei municipal que vigora desde 23 de novembro do ano passado.
Visita
O presidente do grupo Santander explicou que está visitando todo o Estado de São Paulo para ouvir sugestões e traçar planos que respondam às necessidades dos clientes da instituição. Estou visitando 27 cidades diferentes e conversando com cerca de 3,5 mil funcionários. Eles são a ligação entre o cliente e a diretoria do banco. Vou ouvir suas inquietudes. Vou responder suas perguntas e saber quais são as sugestões, afirma.
A partir das conversas, Jaramillo pretende traçar metas. Nosso plano é responder às necessidades dos nossos clientes. Desde a privatização estamos visitando as agências. Em Bauru é a quinta vez que venho. Eu gosto daqui e as visitas fazem parte da nossa cultura, diz.
Caixa de surpresas
Jaramillo classifica o Banespa como uma caixa de surpresas boas. Eu encontrei uma equipe humana e motivada em todos os sentidos, tanto com a parte comercial, quanto com os clientes.
De acordo com ele, no setor agrícola o Banespa continua mantendo a liderança entre as instituições financeiras. Financiamos 33% de todo o mercado agrícola. Os fundos de investimentos cresceram mais de R$ 1 milhão. Os empréstimos aos clientes foram incrementados em 20%. Acho que estamos no caminho certo, observa.
Segundo o balanço apresentado segunda-feira, o Banespa é lider em crédito agrícola paulista, em operações de cheque especial e seguros. O Banespa possui R$ 30,3 bilhões em ativos, R$ 10,169 bilhões em depósitos. Tem mais de 3 milhões de clientes e operações de crédito que já somam R$ 3,4 bilhões. Em três meses, a evolução dos números demonstra o potencial de crescimento da instituição. Neste ano, o resultado líquido evoluiu para R$ 102,5 milhões, no primeiro trimestre, destaca Jaramillo.
De acordo com ele, o Banespa está em primeiro lugar em realização de operações na Bolsa de Valores de São Paulo(Bovespa), nos primeiros quatro meses do ano. Entre janeiro e abril, o homebroker do Banespa atingiu o total de R$ 191 milhões em cerca de 40 mil ordens de compra e venda de operações.
Novas contratações
Otimista com os resultados obtidos pelo Banespa, Jaramillo não descarta a possibilidade do banco voltar a contratar. Estamos arrumando a casa. Nos próximos 18 meses vamos modernizar as agências e treinar os funcionários. Depois que a casa estiver arrumada, vamos crescer. Nossa história é uma história de crescimento, afirma.
Sobre as demissões, que já ultrapassam oito mil, o presidente diz: Nossa intenção não era demitir. Oferecemos um programa de demissão voluntária, sem antecedentes no Brasil. Considero que o programa foi uma oportunidade para que um grande número de pessoas mudasse o rumo de suas vidas. Foi bom para eles. Muitos aderiram, diz Gabriel Jaramillo.