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Sindicato contesta as afirmações de Jaramillo

Rose Araújo
| Tempo de leitura: 2 min

A diretoria do Sindicato dos Bancários de Bauru e Região ficou inconformada com as declarações dadas pelo presidente do Banco Santander no Brasil, Gabriel Jaramillo, em entrevista ao Jornal da Cidade, publicada na edição da última quinta-feira. De acordo com um dos membros da diretoria da entidade, Marcos Aurélio Silvestre, as afirmações do executivo não condizem com o que pensa a maioria dos funcionários do Banespa, instituição adquirida pelo Santander recentemente. O que ele (Jaramillo) disse não representa o que grande parte dos banespianos pensam a respeito da privatização, salientou.

Na reportagem, publicada na página sete do JC do último dia 24, Jaramillo disse que o banco está respeitando a legislação trabalhista. Uma nota do Sindicato contesta a informação, lembrando que inúmeras fiscalizações feitas pela Subdelegacia Regional do Trabalho de Bauru e Região, após denúncia da entidade de classe, provaram que há excesso de jornada de trabalho e que estagiários estariam substituindo bancários. Além disso, há também vários casos de recusa de abertura de Comunicado de Acidente de Trabalho (CAT). Por causa disso, o banco foi autuado nas últimas semanas, salienta a nota.

Quanto à afirmação do presidente do Santander de que a idéia da instituição é modernizar seu sistema de trabalho, o Sindicato ressalta que isso pode gerar uma situação complicada para os funcionários já que, na concepção deles, a modernização significaria a substituição de mão-de-obra por máquinas. Sobre profissionalizar, é inaceitável para o Sindicato que alguém que está chegando agora insinue que os funcionários do Banespa não eram profissionais. Ao contrário, sempre foram profissionais e competentes, diz a nota.

Outro ponto destacado da entrevista pelos sindicalistas é sobre a possibilidade de contratação de novos trabalhadores. A entidade classista afirma que a prática do Santander nos bancos que controla tem sido substituir os bancários remanescentes por outros, mais novos e com salários bastante reduzidos. Para o Sindicato, é inconcebível que trabalhadores com 15, 20 ou 25 anos de casa sejam tratados como peças descartáveis, afirma o comunicado.

Silvestre lembra, ainda, que o Programa de Desligamento Voluntário (PDV), proposto pela diretoria do banco, não é tão vantajoso como Jaramillo afirma. Várias empresas oferecem PDVs muito melhores financeiramente. Além disso, muitos funcionários aderiram ao Programa por se sentirem coagidos pela empresa, salientou o sindicalista.

O Sindicato encerra a nota dizendo que os funcionários do Banespa apenas querem respeito à legislação trabalhista, emprego, menos filas nas agências e tranqüilidade para trabalhar.

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