Botucatu - A Câmara Municipal de Botucatu recebeu, na sessão da última segunda-feira, um projeto de resolução assinado por seis vereadores que pede a alteração do horário da sessão da Câmara das 19h30 para as 15 horas. O projeto, segundo seus autores, tem a pretensão de colaborar com a redução no consumo de energia elétrica, a exemplo do que vem sendo feito por diversos setores da sociedade.
De acordo com o projeto, nenhuma sessão plenária poderá ser estendida além das 19h30.
Apesar da preocupação em economizar energia, nenhum estudo foi feito para saber o tamanho da economia que representaria a mudança de horário das sessões ordinárias. Não tenho dados de quanto a Câmara gasta de energia durante uma sessão. Não fizemos nenhum levantamento sobre isso. Mas independente do tamanho da economia, o importante é que todo mundo dê sua contribuição, disse o vereador Reinaldo Mendonça Moreira (PSD), um dos autores do projeto. Hoje, todo o País está tomando medidas para economizar energia. Transferir as sessões para as 15 horas seria uma das contribuições que a Câmara de Botucatu poderia estar fazendo nesse sentido.
Em Botucatu, as sessões ordinárias são realizadas todas as segundas-feiras com duração média de três horas cada uma. Ao antecipar o horário de início para as 15 horas, os vereadores querem aproveitar o horário normal de expediente, quando a maioria das luzes permanecem acesas e os computadores ligados. Com isso, evitaria-se acender as mesmas luzes e ligar os mesmos computadores também à noite.
No entanto um outro problema pode inviabilizar o projeto. Praticamente todos os vereadores têm compromissos profissionais fora da Câmara. Porém, apenas uma pequena parte trabalha como autônomo. Mesmo assim, o vereador Moreira não acredita que essa questão irá prejudicar o projeto. Vamos conversar com todos os vereadores e saber qual é a posição da maioria. Mas não acredito que isso será problema, disse.
Além de Moreira, assinam o projeto seu companheiro de partido José Fernandes de Oliveira Júnior e os vereadores petistas Antônio Carlos Trigo, Cláudio Aparecido Alves da Silva, Joel Divino dos Santos e José Carlos Lourenção.
Maioria absoluta
Por se tratar de um projeto que altera o Regimento Interno da Câmara e a Lei Orgânica do Município, a resolução precisa passar por duas votações em plenário. No momento, o projeto está sendo analisado pelas comissões competentes.
Dentro de 15 dias, a secretaria da Câmara acredita que ele deve entrar em pauta para a primeira votação. Dez dias mais tarde, deve ser votado em definitivo, caso passe pela primeira votação.
Para ser aprovado, o projeto de resolução precisa do apoio da maioria absoluta da Câmara. Ou seja, nove vereadores dos 17 existentes.