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O ÓTIMO ZARCILLO BARBOSA

Demerval Assis da Silva
| Tempo de leitura: 1 min

Sou fã de carteirinha do Zarcillo e acho que certas matérias no JC que deveriam ser leitura obrigatória. Me refiro ao Samba do Approach do dia 06/05/01 ass: por ele. Acho que se todos, que lêem esse matutino, não ficassem entre as fofocas de TV e o caderno de esporte (sem desmerecimento a ninguém, adoro esporte), o Brasil não estaria como está hoje. A começar por proteger a língua pátria, mas não com projetos de lei como um existente na França, e sim por conscientização, é difícil, mas não impossível. Um dia o povo brasileiro aprenderá porque os EUA são tão poderosos. Há uma forte razão: lá existe patriotismo. Quanto ao macaquismo, precisa ser diferenciado de respeito e admiração por outras culturas e outras línguas. Eu cresci por influência de irmãos mais velhos a música inglesa e americana (de Pink Floyd a Bob Dylan), apesar do meu fraco inglês autodidático, gosto até hoje. Mas sempre estive com o ouvido e o coração abertos para o Gil, Milton, Chico, Zé Ramalho e toda nossa gente boa de som (o som não tem barreiras nem fronteiras).

Mas voltando ao Zarcillo (é lendo bons textos que se aprende). Agora, que o nosso macaquismo é vergonhoso e irritante, isso é.

No entanto, o que eles fazem lá fora é um absurdo, chamar o Fernandinho Beira-Mar de Freddy Sea-Shore, pelo amor de Deus, sem comentários. Estou com o Zarcillo Barbosa e não open. (Demerval Assis da Silva)

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