Religiosas vão a julgamento por participação no genocídio em Ruanda. Em 1994, cerca de 800.000 pessoas foram assassinadas num período de 100 dias em Ruanda. O genocídio foi planejado e executado minuciosamente pelo governo da etnia majoritária Hutu contra a minoria Tutsi. Em abril daquele ano, mais de 5.000 tutsis procuraram proteção num convento beneditino em Butare, a segunda cidade do país. A madre superiora, irmã Gertrudes, com a ajuda de outra freira, irmã Maria Kisitu, permitiu a entrada dos refugiados, mas não tinha a intenção de deixá-los sair dali com vida. Em pouco tempo, ambas os entregaram à milícia Hutu que executou quase todos nas horas seguintes. Quem sobreviveu aos tiros e às machadadas foi trancafiado no centro de saúde do convento, e com gasolina fornecida pelas freiras, foram queimados vivos. Nesta matança toda, estão envolvidos e vão a julgamento mais de vinte padres, freiras e pastores. Impressionante a quantidade de religiosos que colocaram as rivalidades tribais acima da fé. Até aqui são trechos da matéria da revista Veja, do dia 25/4/2001, pág. 96. Não foi nada de minha imaginação, antes fosse! Caros irmãos em Cristo! A cada dia, surge algo errado em nossa comunidade católica, são fatos muito sérios, assim como este transcrito por mim. Aqui mesmo, em nosso País, há muitas falhas, assim como aquela da expulsão das igrejas de uma ex-faxineira que sendo despedida da empresa moveu ação trabalhista contra a Cúria. Resultado: a Cúria a expulsou e também sua família, com isso negando-lhes o direito de cidadania. Vamos refletir um pouco sobre isso? (Iris Linhares Ferreira de Mello - RG. 5.347.238)
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