Geral

Montanhas capixabas

(*) Eliane Barbosa
| Tempo de leitura: 3 min

Encravado entre o Rio de Janeiro e a Bahia, Espírito Santo ganha destaque no cenário turístico com paisagens serranas espetaculares

Até coisa de cinco anos, o Espírito Santo não passava do quintal do Rio e da Bahia. Injusto para os capixabas que adoram sua terra mas escondiam o jogo, ou seja, o melhor do lugar. Por isso, nós paulistas e os brasileiros de uma forma geral acreditávamos que o Estado não passava de Vitória, uma miniatura do Rio de Janeiro, com praias belas, areia macia, gente bonita e muita moqueca capixaba.

Nesse ponto nada de erro. Vitória é mesmo assim. Mas ali pertinho, coisa de meia, uma hora de carro, a vegetação muda, o clima idem, as paisagens também. O Espírito Santo tem a vantagem de ter mar, montanha e serra tudo junto, quase unido. Você pode se surpreender com a mudança brusca de temperatura quando sai da capital, quase sempre ensolarada com 30, 33 graus Celsius mesmo no outono, e, de repente, sentir aquele friozinho gostoso na pele, quando o carro sobe a montanha que liga Vitória a Domingos Martins.

Da janela do carro ou do ônibus o impacto é ainda maior. A paisagem, em questão de minutos, muda completamente. Há mirantes pelo caminho e o turista não resiste a bater umas fotos. Um tipo de serra gaúcha, com clima frio, lugares aconchegantes pela estrada para se sorver um caldo quente ou se tomar um café colonial, muito vinho e pousadas com lareira e cama macia à sua espera.

Inverno Vip

Tudo é tão perfeito que há uns dois anos a Secretaria de Turismo do Espírito Santo está promovendo no charmosíssimo Paço Hotel Aroso, em Domingos Martins, o Inverno Vip, reunindo, claro, os vips da região, tipo de Castelo Caras, de Campos do Jordão.

Xuxa, Roberto Marinho e dona Lili e o pai do empresário Eiki Batista, marido de Luna de Oliveira que voltou a mostrar sua plástica nas páginas da Playboy, se encantaram tanto com o que viram que compraram propriedades nas montanhas. E atraíram mais gente, inclusive gente como a gente, para o lugar.

Quem tem cacife compra terras, faz sua casa de campo. Quem tem menos pode comprar pacotes turísticos e passar dias hospedados nas belas opções que lá funcionam. No Aroso, um hotel que lembra o Pathernon, construído com muito mármore, o pacote de Corpus Christi (três diárias) para duas pessoas, com pensão completa (café, almoço e jantar) custa a partir de R$ 630,00 e já tem gente na fila.

Há opções mais em conta, como a Eco Pousada que tem piscina térmica, cavalos, patos etc., o que atrai bastante a criançada. Os capixabas mais exigentes elegeram a Pousada Pedra Azul como sua predileta. Ela fica bem na base da Pedra e a vista é deslumbrante. É cercada de lagos e de hortênsias o que dá um encanto único.

A temperatura na serra capixacaba oscila de 18 graus, no verão, a marcas próximas de zero, no inverno e é nesse clima que acontecem várias festas que cada vez mais atraem turistas. Venda Nova realiza há 25 anos a Festa da Polenta e, anualmente em Domingos Martins, é realizado o Festival Internacional do Vinho, prestigiado por 350 enófilos.

(*) Colaboração: Governo do Espírito Santo

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