Prefeito tem prazo até dezembro deste ano para recuperar quatro pontos críticos afetados pela chuva de fevereiro
O prefeito Nilson Costa (PPS) garantiu ao promotor de Defesa da Cidadania, Fernando Helene Masseli, que até dezembro deste ano terminará as obras de recuperação de quatro pontos críticos da cidade, afetados pela forte chuva de fevereiro passado. Anteontem, Nilson se reuniu com o promotor e mais os secretários municipais de Obras, Edmilson Queiroz Dias, e de Negócios Jurídicos, Luiz Pegoraro.
O acordo foi apenas verbal, mas Helene avisa que em novembro - um mês antes de se esgotar o prazo acordado - vai novamente se reunir com o prefeito e os secretários para avaliar em que pé estará a situação das obras. O coordenador da Defesa Civil, Álvaro de Brito, também será convidado a participar desta reunião para relatar ao promotor as providências que serão tomadas antes das chuvas de verão.
Os pontos críticos que terão que ser recuperados até dezembro são vias de interligação de bairros. A avenida Waldemar G. Ferreira, responsável pela ligação da Vila Dutra e Nova Esperança, faz parte do pacote. As ruas Cuba, que permite o acesso entre as Vilas Giunta e Independência, e Mara Lúcia, que interliga as Vilas Souto e Nipônica, também fazem parte do acordo de recuperação firmado entre o prefeito e o promotor.
A obra de implantação de galerias pluviais no Jardim Jussara, que já está em andamento, é outra que compõe a lista. O titular da Promotoria de Defesa da Cidadania aproveitou a reunião para conversar com Nilson e seus secretários sobre os projetos previstos para acabar com as enchentes na avenida Nações Unidas.
Segundo Helene, as obras para essa região são de longo prazo e exigem grandes investimentos - cerca de R$ 6 milhões. O promotor informou que a Administração Municipal vai promover uma audiência pública na Câmara Municipal para debater o assunto e propor alternativas para acabar com o problema, entre as quais a construção de um piscinão no Anfiteatro Vitória Régia.
A secretária municipal de Planejamento, Maria Helena Rigitano, e o arquiteto responsável pelo projeto do Vitória Régia, Jurandyr Bueno Filho, estão estudando a viabilidade do piscinão. Depois de concluir os estudos, a proposta será apresentada à comunidade na audiência pública.
Realocação de verbas
O secretário de Obras explicou, ontem, que a Prefeitura ainda conta com o envio de verbas do Governo do Estado para recuperar esses pontos críticos. Pelos cálculos de Dias, as obras de recuperação estão orçadas em cerca de R$ 350 mil. A Administração não tem esse dinheiro disponível, explica.
Segundo ele, mesmo que a Defesa Civil do Estado não libere dinheiro para custear as obras, a Prefeitura se encarregará de fazê-las. O problema é que a Administração terá que deslocar dinheiro de algum outro investimento previsto para garantir o custeio dos serviços que terão que ser executados.