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Boca no trombone - O Sindicato dos Servidores de Bauru fez uma manifestação por melhores salários, ontem, no Calçadão da Batista.

Sabrina Magalhães
| Tempo de leitura: 2 min

Manifestantes percorreram o Calçadão anunciando a diferença entre o piso da categoria e o salário do prefeito

O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Bauru e Região (Sinserm) realizou uma manifestação, ontem pela manhã, no Calçadão da Batista, em prol da campanha salarial de 2001. A categoria reivindica um reajuste de 25,6%, que seria referente às perdas acumuladas nos dois anos de mandato do prefeito Nilson Costa (PPS), segundo os sindicalistas.

Os servidores compararam o piso da categoria, de R$ 247,66, com o salário do prefeito, de R$ 9.172,75, e o dos secretários municipais, de R$ 3.006,00. Nós queremos que a população de Bauru fique ciente da situação atual dos servidores municipais, justificou a diretora do Sinserm, Sônia Carvalho.

Ela informou que, além do piso estar defasado, outros benefícios têm sido cortados aos servidores. Nossa marmitex está suspensa, já perdemos o Pasep, já perdemos parte da licença prêmio. A cada cinco anos trabalhados, se o servidor teve menos de 30 faltas, ele tem o direito a três meses de licença prêmio. Dois meses são de descanso e um é em dinheiro. Esse mês em dinheiro não está sendo pago. A Prefeitura fala para o servidor tirar o terceiro mês também em descanso, porque não tem dinheiro em função da Lei de Responsabilidade Fiscal. E o prefeito nem conversa com o sindicato sobre o reajuste, reclamou.

Os servidores distribuíram uma carta aberta à população, citando promessas feitas pelo prefeito na época da campanha eleitoral, como valorização do servidor, reajuste salarial e do vale-compra, construção do refeitório e de moradias para os servidores nos lotes urbanizados. Eles alegam que nada disso foi feito até agora. Ao contrário, houve aumento de impostos, tarifas de água, luz, telefone e cesta básica. A própria tarifa de ônibus vai ser aumentada e o salário continua congelado.

Durante a manifestação, a Associação dos Lojistas do Calçadão acionou a Polícia Militar alegando que o Sinserm não tinha autorização para circular com um carro de som pela via comercial. Os manifestantes foram orientados a retirar o veículo do local e a enviar ofício solicitando tal autorização à Associação em atividades futuras. O veículo foi retirado por volta das 11h45, horário já previsto para o encerramento do da manifestação.

As ações pela campanha salarial continuarão na quinta-feira, às 17 horas, na Praça das Cerejeiras. O Sinserm deverá distribuir 100 marmitex aos primeiros 100 servidores que passarem pelo local, em protesto ao fechamento da cozinha municipal e à paralisação da distribuição das refeições.

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