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Eletricitários ameaçam cruzar os braços para forçar acordo

Paulo Toledo
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Os eletricitários ligados à Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (CTEEP) e à Empresa Paulista de Transmissão de Energia (EPTE) definiram um calendário de paralisações como forma de pressão para a negociação da data base. De acordo com Alcides Moisés de Souza, diretor do Sinergia-CUT, o plano de luta foi definido para as duas empresas de forma conjunta.

A categoria realizou assembléias diárias como forma de aquecimento da campanha. No dia 11 de junho será realizada uma paralisação de duas horas, com marco para abertura de negociação. Porém, se as empresas chamarem, pode haver diálogo antes, diz Souza.

No dia 18 de junho, uma nova paralisação de meio período está programada. No dia 25, caso não ocorra avanço nas negociações, haverá um dia de greve, como um alerta mais forte. Caso não ocorra nenhuma solução, em 2 de julho os eletricitários devem entrar em greve por tempo indeterminado.

De acordo com Souza, o mesmo esquema poderá ser aplicado para empresas como a CPFL, Elektro, Duke e AES Tietê, porém com datas diferenciadas. A data prevista para a greve por tempo indeterminado coincide na CTEEP, EPTE, CPFL e Elektro.

O sindicalista disse que a negociação está difícil, com o uso da questão do racionamento de energia pelas empresas para dificultar as negociações.

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