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CUT faz passeata e divulga propostas para a crise energética brasileira

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 2 min

Paralelamente à passeata que a subsede/Bauru da Central Única dos Trabalhadores realizará hoje, a partir das 17 horas, contra o racionamento de energia elétrica e o aumento da tarifa do transporte coletivo local, a entidade está divulgando as suas propostas para a atual crise energética brasileira. Entre elas estão o não funcionamento do comércio aos domingos e a suspensão definitiva das privatizações no setor elétrico.

De acordo com o diretor do Sindicatos dos Eletricitários (Sinergia/CUT) de Bauru, Jesus Garcia, a avaliação da Central sobre essa situação é de que, antes das privatizações do setor elétrico, o governo reduziu os investimentos e não deu atenção ao cumprimento de metas por parte das empresas privatizadas. Com o objetivo de depreciar o preço de venda das empresas, o governo reduziu os investimentos no setor, apoiou com fartos recursos do BNDES a venda dessas empresas, concedeu aumentos de tarifas em cerca de 200% e simplesmente ignorou o descumprimento das metas de investimentos das empresas já privatizadas. Em inúmeras oportunidades, a CUT chamou a atenção das autoridades para o problema e as respostas sempre foram desprovidas de seriedade, coloca Garcia.

De acordo com ele, as principais propostas da CUT para que o País saia vitorioso da crise energética, são: estabilidade no emprego para todos os trabalhadores enquanto durar o racionamento, solicitando, para tanto, que o governo envie ao Congresso Nacional um projeto de lei, em caráter de urgência, com o intuito de assegurar a estabilidade; redução de 10% da jornada semanal de trabalho, sem redução de salários, para todos os trabalhadores do comércio, indústria, serviços e funcionalismo público; proibição de horas extraordinárias de trabalho, salvo em situações emergenciais apreciadas pelas entidades de classe (patronais e dos trabalhadores); suspensão do funcionamento do comércio aos domingos; limitação do horário do comércio a 10 horas diárias; suspensão definitiva das privatizações no setor elétrico; congelamento das tarifas de energia e revisão das privatizações e concessões das empresas que não estão cumprindo metas de investimentos; tabelamento de tarifas aplicado sobre o excedente de energia com fiscalização e punição da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel); revisão dos programas federais de incentivos e insenções fiscais, orientando-os a financiar programa público emergencial de geração de energia para os estabelecimentos de serviços essenciais; revisão da carteira de empréstimos do BNDES (com suspensão definitiva dos programas de apoio às privatizações dos setores de energia e saneamento); financiamento de programas de investimento público para a ampliação da capacidade de geração de energia, privilegiando a produção das usinas já existentes, pequenas centrais hidreléticas, termoelétricas, energia solar, eólica e de co-geração.

A passeata coordenada pela subsede da CUT será hoje, com saída às 17 horas, em frente à Câmara Municipal. Durante o trajeto, pela avenida Rodrigues Alves, os manifestantes levarão velas.

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