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CRISE DE ENERGIA ELÉTRICA

Shigueko Sakai
| Tempo de leitura: 2 min

Tanto se discute sobre a crise de energia elétrica que deixaram de cabelos em pé muita gente.

Das análises demonstradas pelos estudiosos e mestres, assim como observações feitas até dos mais leigos na área de ciência, afirmam que há mais de 30 anos o Brasil deixou de investir no setor energético e que o uso indevido do solo fez assorear o rio, diminuindo a capacidade de água. Observam também que por falta de investimento nesse setor e o aumento da população, somando com aquisição de eletro-eletrônicos cada vez mais sofisticados e com potência maior fez chegar ao ponto de possível corte de energia.

O País, para diminuir o déficit público, deixou de enxergar esse detalhe. Era previsível. Acredito que já há inventores criando antídoto para adaptar nesses eletro-eletrônicos e tantos outros motores. Paralelamente, o setor público precisa buscar meios de gerar energia elétrica. Sugestões são muitas. Poucos são realizados por falta de verbas.

Afinal, para gerar energia elétrica é preciso apenas grandes rios como Tietê, Paranapanema e São Francisco? Pouco que se tem notícia do Japão, lá, parece aproveitar as quedas de águas que vêm da serra para gerar energia elétrica. Dizem que tem muitas usinas hidrelétricas.

Para se ter uma idéia, o pouco que observei no litoral brasileiro (Sudeste e Sul), tem serras com matas infindáveis e tem quedas e águas que jorram do alto. No mínimo essas águas vão direto para o mar sem que delas se tire qualquer proveito. Aproveitando o encosto dos três lados, basta construir barragens apenas num lado. Que seja usina hidrelétrica de pequeno porte, não seria suficiente para abastecer uma cidade e região?

Água no Brasil tem, sim. É só buscar onde tem e saber utilizar. Construção de usina hidrelétrica no rio Tocantins ficaria, talvez, mais barato do que abastecer as cidades com gás natural da Bolívia. Dinheiro no Brasil tem, sim. Os que desviam e retêm para si o dinheiro do povo, que devolvam espontaneamente para o cofre público. Com a devolução, seria o suficiente para construir barragens e gerar energia elétrica para toda a população sem ameaçar com corte e sobretaxa. (Shigueko Sakai - RG. 5.636.385/5)

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