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Alteração no horário bancário deve trazer mudança de hábitos

Paulo Toledo
| Tempo de leitura: 2 min

O novo horário de funcionamento dos bancos, das 9 às 14 horas, determinado pelo Banco Central (BC), que entra em vigor no dia 11 de junho, segunda feira, está preocupando as lideranças dos bancários, que temem que possa causar desemprego no setor. Apesar da Resolução 2.839 do BC determinar o novo horário, os casos como de agências em shoppings e postos de serviços em órgãos públicos ainda não foram definidos.

Na prática, o novo horário retira 30 minutos do funcionamento atual, que vai de 10h30 às 16 horas. Além de encerrar o atendimento ao público às 14 horas, alguns bancos já determinaram que seus funcionários deverão deixar a agência até 16 horas, com conseqüente desligamento da iluminação e dos equipamentos.

Muitos bancários terão que mudar seus hábitos. Aqueles, por exemplo, que faziam pausa para almoço em casa, com o novo horário, que na maioria dos locais de trabalho será cumprido em turno ininterrupto, terão que levar marmita ou optar por refeições rápidas próximas aos locais de trabalho.

Alguns clientes, principalmente empresas, também terão que implantar novas sistemática para suas operações financeiras, com a adoção de novos horários para fechamentos de negócios e movimentações. Tem empresas que deixam tudo para o final da tarde, próximo das 16 horas. Agora, vão ter que antecipar e já estão, até, trocando horário de trabalho de alguns funcionários, afirmou um gerente de banco que pediu para não ser identificado.

Marcos Aurélio Silvestre, diretor do Sindicato dos Bancários e Financiários de Bauru e Região, destaca que a redução, apesar do período de exceção, vai contra o que a entidade sempre defendeu, que é a ampliação do horário de atendimento, com implantação de dois turnos e contratação de funcionários.

Silvestre disse que o racionamento já provoca o risco de uma retração da atividade econômica, nos setores industrial, comercial e de serviços, o que pode gerar demissões nos bancos. Para ele, a redução de 30 minutos no atendimento agrava essa possibilidade.

O sindicalistaafirma que pode ocorrer, inclusive, um aumento das filas nos bancos, em razão da concentração do horário. Silvestre disse ter o receio de que a redução de horário seja mantida após o racionamento ou, até, que ocorra uma diminuição, maior ainda no horário de atendimento que, segundo ele, é uma reivindicação antiga dos banqueiros.

De acordo com a assessoria de imprensa da Caixa Econômica Federal, as exceções que são as agências de shoppings e postos em órgão públicos devem ter o novo horário definido nas próximas 48 horas.

No Banco do Brasil, que tem agência no Bauru Shopping Center e em vários órgãos públicos, a gerente pessoa física, Márcia Helen Ramos, disse que ainda não há uma definição para esses casos especiais, mas deverá ocorrer nos próximos dias.

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