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Meta faz condomínio mudar rotina

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 3 min

Moradores de condomínios residenciais vivenciam um dia-a-dia diferente, com medidas para reduzir consumo de energia

Para atingir a meta governamental de redução de 20% do consumo de energia elétrica, os moradores de condomínios residenciais estão se deparando com rotinas diferentes, repletas de modificações no que diz respeito à utilização das áreas comuns desses empreendimentos. Em Bauru, as novidades do racionamento vão desde a substituição de portões eletrônicos por cancelas, durante o dia, até a suspensão da utilização de salão de festas.

No Residencial Cidade Jardim, o zelador Anatalício Agnelo da Silva diz que mais da metade da iluminação da área comum do condomínio foi desativada. Por enquanto, a utilização dos elevadores não foi racionada. Mas, segundo Silva, se for preciso eles poderão passar a fazer parte das medidas de racionamento. A utilização do salão de festas foi suspensa, mesmo durante o dia. Segundo Silva, a medida foi adotada em função do uso de alguns aparelhos que ficam no local. Se tivesse festa durante o dia, não precisaria acender as luzes. Mas, no salão os moradores também são servidos por uma geladeira, um microondas e um aparelho de som. Se a cada festa esses aparelhos fossem utilizados, não conseguiríamos atingir a meta dos 20%, mesmo economizando com as luzes, diz.

De acordo com Silva, alguns moradores têm reclamado das medidas de racionamento adotadas pelo condomínio. Mas, na avaliação dele, é necessário que todos compreendam e colaborem para que os próprios condôminos não sejam prejudicados com o pagamento de sobretaxas ou multas.

No Residencial Vila Inglesa, o diretor da empresa que administra o condomínio, Milton Antonio de Barros, conta que cerca de 50% da iluminação da área externa foi desativada. Os dois portões eletrônicos que servem o condomínio permanecem ativados somente da meia-noite às 5 horas da madrugada. Depois disso, durante todo o dia, entra em ação um sistema de cancelas, instalado recentemente. Segundo Barros, a economia desse sistema em relação à utilização constante do portão eletrônico fica em torno de 50%. Houve um investimento para a compra e a colocação das cancelas, mas, será compensado pela queda do consumo de energia, diz.

Nas áreas comuns internas, os blocos de apartamentos possuem sistema de minuteria na iluminação das escadarias. Ou seja, a cada 30 segundos, a luz que foi acesa é apagada automaticamente. Por ser formado por torres de apenas quatro andares, o condomínio não possui elevadores.

De acordo com Barros, nos outros condomínios administrados pela empresa estão sendo adotadas medidas conforme a necessidade de redução de cada um. Em alguns, um dos elevadores é desligado a partir das 22 horas até o início da manhã do dia seguinte. Segundo Barros, nos prédios que possuem dois elevadores, aos domingos um deles fica desligado durante todo o dia. Em outros, foi diminuída a freqüência da limpeza da piscina.

No Residencial Manoel Lopes, o zelador Carlos Antonio Ribeiro diz que quase a totalidade das luzes das áreas comum e externa do condomínio está ficando apagada. Além disso, durante os horários de pico do movimento de moradores entrando e saindo da garagem do prédio, o portão eletrônico permanece aberto. Das 7 às 9 horas, das 11 às 13 horas e das 17 às 20 horas, o portão fica aberto para evitar a utilização excessiva do controle eletrônico.

De acordo com Ribeiro, a iluminação tem sido a maior preocupação naquele condomínio porque, segundo ele, a maioria das luminárias existentes na área comum ainda não havia sido instalada no ano passado. Por isso, está sendo solicitada a compreensão e a colaboração dos moradores. Pouquíssimas luzes estão ficando acesas à noite para que nós consigamos reduzir o consumo de energia de maneira substancial. Mas, precisaremos entrar em contato com a CPFL para resolver esse problema, observa o zelador.

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