Antes de qualquer pescaria, seja ela no mar ou em água doce, o pescador precisa se preparar com cuidado para ter sucesso. Ainda assim, é preciso contar com a sorte, porque nem é preciso ser pescador experiente para saber que nem sempre o mar - ou o rio - está para peixe. E, no final, o pescador tem mesmo é que se contentar em ir embora levando apenas a lembrança do dia em que passou em companhia da natureza
Mas por que tem dia que o pescador apenas dá banho em minhoca, como dizem? Na verdade, são muitos os fatores que podem estar influenciando a pescaria, desde o tipo de equipamento, até a temperatura da água.
Antes de ir pescar, o ideal é que o pescador conheça o lugar. Assim, ele poderá usar a criatividade para atrair o peixe. Se o lugar é rodeado por árvores frutíferas, por exemplo, é bem provável que os peixes sintam-se atraídos por objetos caindo na água.
Pescar mandiúvas no Tietê, por exemplo, é praticamente impossível sem a utilização do barco. A pesca da mandiúva acontece praticamente no meio da represa, o que significa, em alguns casos, três quilômetros de distância da margem, em cada lado. Para quem não tem braço para o remo, o motor também é equipmaneto bastante importante.
Uma poita bem feita também é equipamento fundamenta. O pescador deve evitar aquelas com garras, que prejudicam a retirada. A poita se justifica, porque a mandiúva prefere a água corrente que, apesar de na superficie aparentar-se estável, por dentro é muito rápida.
Equipamento
A pescaria de mandiúvas requer um conjunto médio, linha 0,35 mm e chumbada calibrada para a velocidade da água no ponto. Deve ter peso suficiente para levar a linha ao fundo com rapidez e nele permanecer, pois esta espécie só ataca neste ponto. O anzol deve ser médio, com a haste longa para facilitar a soltura. Um acessório que não pode faltar nesta pescaria é um alicate de corte para a retirada dos ferrões que o peixe tem nas laterais e no dorso. Estes ferrões possuem veneno suficiente para causar uma infecção, além de causarem muita dor quando fincados na pele. Um costume do pescador é quebrar os ferrões com os dedos, achando que isto elimina o problema. Não elimina, pois se não for cortado corretamente, as lascas que ficam devido à sua consistência óssea, conservam o veneno e podem furar a pele do mesmo modo, ocasionando desta forma a interrupção de muitas pescarias.
Outro costume é jogar os ferrões dentro do barco. Não faça isto, pois alguém vai ferir-se brevemente. Após cortá-los, jogue-os na própria água da represa.
Outros acessórios importantes são um bom farolete e um bom lampião, pois o melhor período para a pescaria da mandiúva é o noturno.
Iscas
As mandiúvas preferem em princípio as minhocas, de preferência vivas. O fígado desidratado e cortado em tiras também é uma boa opção. Porém, a melhor delas é sem dúvida a tripa de frango ou de galinha. Esta isca atrai não só as mandiúvas, como também os bagres que existem no Tietê, alguns com mais de dois quilos. Para preparar a tripa, alguns cuidados são necessários para que fique firme no anzol.
Para começar, limpe corretamente o atrativo, retirando o que tiver em seu interior. O próximo passo é deixá-la secar sob o sol, o suficiente apenas para que enxugue. Depois disto, é hora de colocá-la no fubá, para que fique firme e solta. A tarefa final, que é cortá-la, deve ser feita com uma tesoura, cujos pedaços devem ter no máximo uns quatro centímetros de comprimento. Deve recobrir a volta do anzol e ser colocada de forma a esconder-lhe a ponta.