Geral

Reforma pode adiar terceirização do lixo

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 3 min

A terceirização do serviço de coleta de lixo na cidade pode ser adiado, pelo menos ao longo deste ano. A indicação está na reforma da frota que estava parada. A Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural (Emdurb) determinou a recuperação imediata de três caminhões compactadores nesta semana. Outros quatro veículos serão reformados. A Emdurb já iniciou o processo de licitação.

A reforma da frota ocorre logo depois que o Sindicato dos Servidores Municipais (Sinserm) e a Câmara criticaram o estado de abandono dos caminhões que apresentam problemas. A Emdurb justificou, na oportunidade, que a frota estava parada, sem conserto, por falta de verbas. A empresa municipal vem reclamando, há vários anos, que a Prefeitura não repassa o valor correspondente aos serviços prestados. Com isso, a Emdurb argumenta que não tem condições financeiras de realizar manutenção, bem como vem tendo sua dívida com encargos sociais aumentada, sobretudo com o FGTS.

Como a Administração Municipal não tem disponibilidade orçamentária para aumentar os repasses para a Emdurb, a intenção de terceirizar o serviço de coleta de lixo pode ter que esperar algum tempo. Mas não se sabe quanto. Nos bastidores, Emdurb e Prefeitura já concordaram com a terceirização. O serviço passaria para a Secretaria do Meio Ambiente. Enquanto isso, a Emdurb vem fazendo a recuperação da frota. O trabalho não está sendo fácil. O presidente da empresa, Joaquim Madureira, informou que foram abertos dois processo licitatórios para a contratação de empresa para a retífica dos motores dos caminhões. No primeiro processo, de 11 empresas convidadas, apenas uma apresentou proposta, ainda assim sem a documentação exigida por lei.

Na segunda licitação, conforme Madureira, nenhuma empresa apresentou proposta. Com isso, a Emdurb decidiu iniciar o processo de recuperação dos veículos em regime de emergência para os primeiros três caminhões, de um total de sete que estão parados. Para os demais, a Emdurb está novamente abrindo processo licitatório, para tentar a contratação de uma empresa. O trabalho vem sendo feito para eliminar a imagem de abandono deixada após visita feita por um grupo de vereadores e da diretoria do Sindicato dos Servidores (Sinserm).

Eles foram à garagem da Emdurb para verificar de perto as condições em que se encontram os caminhões de coleta de lixo. De um total de 18 veículos que compõem a frota, cinco estão sem condições de tráfego, desde novembro do ano passado, à espera de retífica de motores. Se todos os veículos fossem para a retífica de uma única vez, a Emdurb teria que desembolsar de R$ 73 mil a R$ 80 mil, um custo considerado baixo pelo vereadores, na oportunidade, se levado em conta que a coleta de lixo é um serviço de caráter essencial prestado à população.

Os parlamentares avaliaram que o processo de manutenção da frota do lixo é deficiente e que essa situação poderia ter sido evitada se a Administração dispensasse mais atenção para o problema.

O veículo mais antigo da frota foi adquirido em 1986. Dos cinco caminhões que estão parados na oficina da Emdurb, quatro são semi-novos, de 1995. Para Joaquim Madureira, embora a situação seja preocupante em relação à manutenção da frota, o serviço de coleta de lixo na cidade não está sendo afetado pelo fato de cinco caminhões não estarem em serviço. Nós estamos com a coleta sendo realizada normalmente. Não existe solução de continuidade.

Comentários

Comentários