Jeférson Luís Serafim Francisco, que morava no Mutirão Primavera, foi morto a tiros. Orelha direita foi cortada
Um rapaz foi encontrado morto a tiros, no início da tarde de ontem, em um terreno baldio próximo ao Ferradura Mirim, na região Sudeste de Bauru. O que chamou a atenção da polícia e dos moradores do bairro, que se aglomeraram no local onde o corpo estava, é que a orelha direita do rapaz foi decepada. Como a parte da orelha cortada não foi achada, pode ter sido levada pelo autor do crime, o que indicaria requintes de crueldade.
O corpo foi identificado como sendo o de Jéferson Luís Serafin Francisco, 21 anos, conhecido por Bugrão, morador no Mutirão Primavera, bairro próximo ao Jardim Redentor. Outro detalhe que chamou a atenção no crime foi o fato de o corpo ter sido encontrado totalmente nu - as roupas estavam espalhadas nas proximidades. Até o início da noite de ontem, a polícia não tinha pistas do autor do crime.
O corpo foi achado por populares, que acionaram a Polícia Militar através do Centro de Operações da PM. Francisco, segundo a Polícia Técnica, foi alvejado por dois tiros na cabeça, possivelmente, na madrugada de ontem. Além dos ferimentos à bala, faltava boa parte da orelha direita, que aparentemente, foi retirada usando uma lâmina.
Próximo ao corpo foi encontrada uma carteira de reservista, que facilitou a identificação. Mais tarde, vizinhos de Francisco foram ao local e confirmaram a identificação. Ele era conhecido dos policiais da Base Sudeste por ter, enquanto menor, se envolvido em furtos. No entanto, após ter completado 18 anos, ele não teria passagens pela polícia.
O corpo foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) para necropsia. O crime está sendo investigado pelo 4.º Distrito Policial e pela Delegacia de Investigações Gerais/Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (DIG/Garra). Até o final da tarde, a polícia ainda não tinha pistas sobre o autor e o que teria motivado o crime.
Uma das hipóteses, pelo fato de uma das orelhas ter sido cortada, é que o crime tenha sido encomendado. Nesse caso, a orelha teria sido cortada para provar ao mandante do crime que o rapaz realmente estava morto. Há, também, a hipótese de queima de arquivo por envolvimento com drogas e de crime passional.