Geral

Em Confiança

Leonardo de Brito
| Tempo de leitura: 5 min

FUNDO DO POÇO

O futebol brasileiro voltou a dar vexame ontem, na derrota de 1 a 0 para a Austrália. Nossa manchete, ao lado, já diz tudo: Brasil perde para mistão da Austrália. Dois viajaram para assistir ao casamento da irmã de um colega que havia viajado, enquanto outro astraliano cumpriu suspensão. Foi a primeira vez que fomos derrotados por um time da Oceania. A Seleção Brasileira disputou cinco partidas na Copa das Confederações com apenas uma vitória, dois empates e duas derrotas, marcando apenas três gols e sofrendo três. Com resultado tão ruim no torneio na Ásia, não vejo por onde Émerson Leão continuar no cargo, embora o treinador tenha trabalhado com o grupo mais fraco da história da nossa Seleção. Resta saber se a CBF resistirá à pressão e manterá Leão no comando para a partida contra o Uruguai, em Montevidéu, pelas Eliminatórias da Copa. De fraquíssimo nível técnico, o jogo foi morno e nenhuma das equipes teve competência para marcar no primeiro tempo. Pior para o Brasil, que pela quarta vez em cinco partidas foi para o intervalo sem balançar as redes adversárias. Incompetência mesmo, pois até que as chances existiram, mas foram desperdiçadas bisonhamente por Magno Alves e sua turma. E quando parecia que o jogo iria para a prorrogação, veio o gol de misericórdia, marcado por Murphy, o primeiro sobre o Brasil em jogos oficiais. No lance, toda a zaga brasileira ficou assistindo à jogada. Nos descontos, Magno Alves ainda teve tempo para perder mais um gol. Se a camisa amarela não merecia isso, pelo menos poupou a torcida de mais 30 minutos de péssimo futebol, de um sofrimento ainda maior. Se não forem convocados os melhores jogadores para as Eliminatórias, a Seleção Brasileira não pode ser apontada favorita nem contra a Venezuela, onde o futebol é o quinto esporte em popularidade. Falando sério, é melhor o Brasil começar a pensar na revanche contra os australianos, virtuais campeões da Oceania, que poderão ser nossos adversários na repescagem. Nosso futebol chegou ao fundo do poço.

COMEÇA A DECISÃO

Grêmio e Corinthians começam a decidir a Copa do Brasil. As equipes vêm empolgadas pelas respectivas conquistas nos campeonatos estaduais e pela boa fase na temporada. Esta é a sétima decisão de Copa do Brasil que o Grêmio participa. O time gaúcho é tricampeão da competição. Já o Corinthians venceu apenas um vez a Copa do Brasil, em 1995, justamente em uma final contra o tricolor gaúcho.

CERCO TOTAL

Fernandão, ex-jogador de vôlei, lidera o Movimento Unido Vascaíno (MUV), principal movimento de oposição no Vasco. O grupo está se movimentando para tentar retirar o deputado Eurico Miranda da presidência do clube cruzmaltino. O advogado Antônio Carlos Biscaia, vem trabalhando para tomar as medidas jurídicas necessárias para conseguir o afastamento de Eurico, uma vez que o líder da oposição não acredita no impechment do cartola-politico. É mais fácil ser cassado o mandato de deputado de Eurico, do que da presidência do Vasco, uma vez que o discutido dirigente possui maioria no Comselho Deliberativo. Eu não quero estar na pele de Eurico Miranda, que vem sendo cercado por todos os lados. DEU PRO GASTO

Se no futebol a Seleção Brasileira vem encontrando dificuldades para se acostumar com seu novo técnico, no vôlei a história é outra. Diante de uma platéia lotada no Ginásio Paulo Sarasate, em Fortaleza, o time comandado por Bernardinho praticamente conquistou a vaga para as finais da Liga Mundial de Vôlei, com a vitória de 3 a 0 sobre a Holanda. Acompanhei o jogo pela televisão, e apesar do placar, a seleção de Bernardinho encontrou dificuldades em alguns momentos diante de uma Holanda pouco inspirada e sem sua força máxima.

VOANDO BAIXO

Para variar, o tricampeão do mundo Michael Schumacher é mais uma vez na pole position, desta vez no Grande Prêmio do Canadá. Vale lembrar que trata-se da oitava prova do Campeonato Mundial de Fórmula 1, com início às 14 horas (de Brasília), no circuito Gilles Villeneuve, em Montreal. Atrás do alemão da Ferrari largam seu irmão Ralf (Williams-BMW) e o britânico David Coulthard (McLaren-Mercedes).

PERTO DO PARAÍSO

Não tenho dúvida de que se Gustavo Kuerten manter a tranqüilidade de sempre, não dá outra: será campeão. Claro que tudo depende de como a gente acorda no dia. O começo do jogo é sempre um pouco tenso, mas o tenista brasileiro vai superar estes momentos, com muita calma, principamente porque jogará em casa, Roland Garros. Guga decide hoje o Aberto da França, a partir das 10 horas (de Brasília), contra Alex Corretja, 13º colocado no ranking de entradas e vice-campeão do torneio francês em 1998. No confronto direto entre os dois tenistas, a vantagem é do brasileiro, que tem quatro vitórias, contra duas do adversário. O espanhol é freguêsa de caderno de Guga, que tem tudo para festejar o tricampeonato desse torneio do Grand Slam. VAI FUNDO, NORUSCA

Apesar dos inúmeros problemas e limitação da equipe, o Noroeste entra em campo hoje na obrigação de vencer o União Mogi, num jogo praticamente de opostos. Enquanto o Norusca procurar garantir sua permanência na Série A-III do próximo ano, o clube de Mogi das Cruzes ainda sonha com a vaga na A-II de 2002 - se ganhar esta tarde, entrará direito na briga. Mas vai voltar para casa frustrado, porque o Norusquinha fará as pazes com a vitória, um mês depois. O Noroeste venceu pela última vez no dia 6 de maio, quando bateu o Oeste por 2 a 0. Comentei outro dia, que com o time escalado para este domingo, o Noroeste não ganha nem do Ressaca. Foi mais uma brincadeira, e esse tipo de força de expressão geralmente ocorre quando o clube causa decepção e sofrimento aos torcedores. O Noroeste poderá ficar mais fortalecido com a volta de Manoel e Azambuja, mas faço uma restrição quanto a escalação: acho que Carlos Alberto, embora não esteja bem, merecia uma vaga no ataque.

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