Os trabalhadores estaduais da Saúde em Bauru estão aguardando os resultados de uma reunião, marcada para hoje à tarde, em São Paulo, para decidir se deflagram ou não greve a partir do próximo dia 18. A informação é da diretora regional do Sindicato dos Trabalhadores Públicos da Saúde do Estado de São Paulo, Mariuze Inêz Pereira Miranda. Em São Paulo, parte da categoria não está exercendo suas atividades.
De acordo com Mariuze, no último dia 7 foi realizada uma reunião na Assembléia Legislativa de São Paulo, quando a categoria iniciou as negociações. Porém, nada ficou decidido e, para hoje, está marcada uma nova reunião, às 17 horas, com o secretário Estadual de Saúde, José Guedes. Dependendo dos resultados dessa reunião, o sindicato irá definir se os trabalhadores de Bauru e região irão deflagrar um movimento de greve, a partir da próxima segunda-feira, dia 18.
No dia 7 nós participamos de uma reunião, na Assembléia Legislativa, quando ficou marcado um encontro com o secretário de Saúde do Estado de São Paulo, José Guedes, para o dia seguinte. Mas, ele não pôde nos atender e agendou uma reunião para amanhã (hoje), às 17 horas, no Palácio do Governo. Como já havia sido deliberado, antes de tudo isso, que seria iniciada uma greve em nível estadual hoje (ontem), no Hospital do Servidor de São Paulo, no CRP/Aids e em outros hospitais da Capital, os trabalhadores paralisaram as atividades. No Hospital Clemente Ferreira, de Lins, e no Hospital Geral de Assis, os trabalhadores também suspenderam as atividades. Para Bauru e região, nós iremos aguardar os resultados dessa reunião de amanhã (hoje). Se as decisões não forem ao menos razoáveis para a categoria, nós entraremos em greve na próxima segunda-feira, diz Mariuze.
De acordo com ela, os trabalhadores do Hospital Lauro de Souza Lima, do Ambulatório de Saúde Mental e do Ambulatório do Servidor do Iamsp de Bauru já confirmaram que aderirão à greve, se ela for instalada. No Laboratório de Especialidades e na Direção Regional de Saúde (DIR), a situação ainda é incerta. Em Botucatu, os trabalhadores do Hospital Psiquiátrico Professor Cantídio Moura Campos também já teriam se manifestado a favor da greve. Sabemos dos transtornos que uma greve no setor da saúde gera à população. Mas, se as discussões de amanhã (hoje) não nos beneficiarem novamente, não haverá outra saída. Queremos deixar bem claro que não estamos contra a população, e sim, contra a falta de compromisso do Governo Estadual para com os trabalhadores, destaca Mariuze.
De acordo com a diretora regional do sindicato, as principais reivindicações da categoria são a criação de um plano de carreira com aumento salarial: piso de três salários mínimos para nível elementar, de seis para nível intermediário e de nove salários mínimos para nível universitário; revalorização do prêmio incentivo; regulamentação da jornada semanal de 30 horas para os trabalhadores da área administrativa e de carreira de apoio à pesquisa da saúde; pagamento do adicional de insalubridade a partir do início do exercício anual; creche em todos os locais de trabalho; abertura de concurso público; isonomia entre os trabalhadores da ativa e aposentados; revogação imediata da resolução da Secretaria do Governo Estadual que suspendeu a licença-prêmio aos trabalhadores municipalizados, entre outras.