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A CRISE DE ÁGUA

Shigueko Sakai
| Tempo de leitura: 2 min

Para suprir a crise de abastecimento de água em Bauru, nas épocas de estiagem, meu pai tinha me pedido para opinar aos representantes do Município a idéia de construir represa com o aproveitamento da erosão que se formou na Pousada da Esperança, onde correm as águas. A princípio, relutei, porque todos sabem da dívida do Município e da responsabilidade fiscal dos prefeitos. Entretanto, para superar essa crise cada vez mais me convence que é um investimento bom e necessário. Marília superou a crise de água com a construção de represa para abastecer a cidade. Represar águas de uma nascente não é reter ou impedir que corram naturalmente e nem impede que sigam para o rio. É reservar as águas de cheia (chuvas) para utilizar em épocas de estiagem.

Teremos que ter em mente um investimento alto e bem feito, principalmente no setor de abastecimento de água e energia elétrica para atender o bem-estar comum. Para tanto, é natural que exigiria da população um pouco de sacrifício, mas necessário. O aproveitamento da natureza depende da manipulação do homem que pode tanto destruir como construir e melhor ou remediar. Com o represamento das águas, pode até imaginar que destruiria parcelas do meio ambiente, tais como as matas e eliminaria animais silvestres. Mas o reflorestamento em outras áreas supre a perda.

Bauru não tem nenhuma represa de grande porte. A cidade é abastecida com 60% de águas de poços artesianos. Águas subterrâneas são limitadas. Meu pai acredita que a construção de uma represa com aproveitamento da profundidade da erosão, plantando árvores em volta e boa arquitetura, além de suprir a crise de abastecimento de água, ficaria uma paisagem romântica, proporcionaria uma área de lazer refrescante para a população e atrairia turistas para a cidade, retornando o investimento. (Shigueko Sakai - RG. 7.636.385/5)

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