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Condutores ameaçam paralisar as atividades

Redação
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Os trabalhadores em transportes rodoviários poderão fazer paralisações-relâmpago no transporte coletivo urbano, a partir de hoje. A informação é de Elias Pinheiro, pesidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários em Geral de Bauru. Segundo ele, a medida se deve às reivindicações salariais não aceitas por parte das empresas que operam no sistema de transporte coletivo do Município.

De acordo com Pinheiro, a decisão foi tomada em uma reunião realizada na noite de ontem, entre a diretoria do sindicato. A pauta de reivindicações proposta pelos trabalhadores foi entregue às empresas no dia 27 de março e, no entanto, as negociações não teriam progredido até a noite de ontem. "As empresas estão irredutíveis. Elas insistem em 0% de reajuste, mesmo a Emdurb tendo considerado 5% de reajuste na tarifa de custo. Mas, a Emdurb disse que o problema é nosso e das empresas", expôs.

Os trabalhadores estão reivindicando 20% de reajuste salarial; vale-refeição no valor de um salário mínimo; participação nos lucros e resultados de 30% sobre os salários dos meses de outubro deste ano e março de 2002; jornada de seis horas diárias e plano de atendimento médico extensivo aos familiares. "Optamos pela paralisação até que as empresas mudem de posição e façam uma proposta no mínimo digna de ser levada a uma assembléia com os trabalhadores", afirmou Pinheiro.

Os protestos-surpresa, que devem acontecer na avenida Rodrigues Alves, poderão ser intensificados se as empresas não alterarem suas propostas para os trabalhadores.

O presidente do Sindicato dos Rodoviários acrescentou, ainda, que a medida pode ser estendida a outras empresas que não fecharam negociação com os trabalhadores, como as de fretamento, de transporte de bebidas e frigoríficos. "Estamos há mais de 60 dias tentando negociar. Elas também estão sujeitas a paralisações", disse.

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