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Conseg quer liberação de rua obstruída na Zona Sul

Fabiano Alcantara
| Tempo de leitura: 3 min

O Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) da circunscrição das Bases Sul e Centro e 3.º Distrito Policial decidiu, ontem de manhã, pedir a liberação da área que liga a avenida Getúlio Vargas à rua Rafaeli Mercadante. A área, que funcionava como via pública, foi fechada pelo proprietário do terreno no último sábado.

O Conseg pediu que a Prefeitura e o proprietário entrem em acordo quanto à indenização da área. Há um mês, o local foi declarado de utilidade pública, o que levou o dono a fechar a área.

De acordo com a diretora do Departamento de Controle, Uso e Ocupação do Solo da Secretaria de Planejamento (Seplan), Tânia Kamimura Maceri, a Prefeitura vai fazer uma proposta para o proprietário. Na sexta-feira, o secretário de Finanças apresentou um valor e uma forma de pagamento para nós. Agora, vamos ver se isso vai ser aceito, afirmou. Ela disse também que medidas jurídicas estão sendo estudadas. Segundo a Seplan, três metros da cerca estão invadindo área pública.

A rua foi fechada estranhamente. A surpresa foi para todo mundo, disse Tânia. Ela disse que o proprietário do terreno vai ser convocado oficialmente para dar uma resposta oficial.

O presidente do Conseg, Primo Mangialardo, pediu que os órgãos municipais façam de tudo para que a área seja desapropriada e que o local seja reconhecido, efetivamente, como uma rua. A representante da Seplan disse que os carros transitam pelo local desde 79.

O Conseg reclama que por ser uma área particular, a polícia não pode tomar medidas para combater transtornos causados no local. Motoristas costumam ligar som em alto volume, desrespeitar o trânsito estacionando irregularmente, entre outras infrações que não podem ser coibidas. Também não é raro ver gente fumando perto das bombas de combustíveis.

O comerciante João Oswaldo Prando, que tem um estabelecimento perto da via obstruída, pediu uma solução viável para o caso. O cidadão tem o direito de defender o que é dele, mas estamos aguardando uma saída como a desapropriação. Eu fiquei muito aborrecido, uma cidade como Bauru, que quer ser a sede da Reitoria da Unesp, não pode passar por uma situação desagradável assim, afirmou. Prando disse que os comerciantes que têm negócios na rua estão apavorados. Eles foram muitos prejudicados, avaliou. O comerciante estava acompanhado por um de seus filhos e pelo empresário João Cabreira.

Além da obstrução da rua, o Conseg discutiu a situação das viaturas de polícia, constantemente quebradas. O presidente do Conselho propôs a realização de um evento para que seja criado um caixa. Com isso, eles deixariam de depender exclusivamente da doação de empresários para consertar os carros. Cabreira ofereceu sua casa noturna, a Villa Madalena para realizar uma festa no local.

Pichação

Preocupado com o aumento das pichações na cidade, o Conseg vai realizar sua próxima reunião no colégio Ernesto Monte. O motivo é incentivar a participação dos alunos. As escolas são umas das maiores vítimas da pichação, assim como outros prédios públicos e construções.

O Conseg também pretende oferecer uma palestra no local sobre drogas e alcoolismo. É preciso que os alunos saibam da nossa preocupação com eles, afirmou Mangialardo. A reunião de ontem reuniu cerca de 50 pessoas na 1.ª Cia da Polícia Militar. Os encontros são sempre abertos e acontecem na segunda terça-feira do mês, das 9 às 11 horas.

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