Portaria ministerial possibilitará que pagamento da Guia da Previdência Social por meio da Internet, a partir de julho
A partir do próximo mês, a Guia da Previdência Social (GPS) das empresas deverá ser paga pela Internet ou por meio de aplicativos eletrônicos disponibilizados pelos bancos. A determinação, que consta de Portaria Ministerial, foi anunciada em Bauru pelo secretário-executivo do Ministério da Previdência e Assistência Social, José Cechin.
O secretário esteve, segunda-feira, na Universidade do Sagrado Coração (USC). Ele proferiu palestra para cerca de 300 pessoas: contabilistas, bancários e empresários, entre outros. Cechin disse que dia 30 deste mês é o último prazo que os contribuintes da Previdência Social têm para preencher manualmente a GPS. Após esta data, os recolhimentos só poderão ser efetuados mediante débito em conta, comandado eletronicamente.
O GPS é o formulário que as empresas usam para recolher a contribuição do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Parte do valor é descontado do funcionário e o restante cabe ao empregador.
De acordo com Cechin, a mudança tem três objetivos principais: eliminar papelada, acabar com as intervenções manuais, que são passíveis de erro, e tirar 2 milhões de pessoas das filas, agilizando o serviço bancário. Fora isso, o secretário-executivo estima que o novo sistema vá gerar uma economia de R$ 3,5 a R$ 4 milhões aos cofres públicos.
Os contribuintes individuais (autônomos) não serão obrigados a adotar o meio eletrônico. Mas, por conta de sua facilidade, Cechin espera contar com uma adesão em massa. O débito em conta é muito mais prático, afirma.
Além do pagamento do GPS, a Previdência disponibiliza uma série de serviços. No site www.previdenciaso cial.gov.br é possível checar se as empresas estão em dia com as suas contribuições e o registro de empregos e salários. Basta ao interessado ter o número do seu PIS ou Pasep.
Fraudes em São Manoel
O secretário-executivo esteve, também, em São Manoel para conhecer o trabalho da força tarefa que investiga fraudes contra a Previdência. Na semana passada, duas pessoas foram presas por obstruir as investigações.
O INSS atua no caso com a ajuda da Polícia Federal e do Ministério Público. Estamos bastante empenhados neste caso. Não vamos medir esforços, afirmou Cechin. Ele disse que 5.000 casos do mesmo tipo estão sendo investigados no Rio de Janeiro.