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Cortadores de cana da região poderão aderir à greve hoje

Redação
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Canavieiros do Estado de São Paulo iniciaram ontem uma greve por tempo indeterminado, depois de impasse nas negociações salariais. A Federação dos Trabalhadores da Agricultura do Estado de São Paulo (Fetaesp) reivindica reajuste salarial de 65%. O piso passaria de R$ 235,22 para R$ 389.

A Federação da Agricultura do Estado de São Paulo (Faesp) apresentou contraproposta de 8%, rejeitada pelos trabalhadores. Com a sugestão, o piso subiria para R$ 254,04. A paralisação, decidida na sexta-feira da semana passada, começou ontem em vários pontos do Estado.

Caso não haja acordo, os sindicatos de trabalhadores planejam estender a greve a 100% da categoria até o final da próxima semana. A categoria tem 250 mil trabalhadores no Estado. Não havia registro de greve no setor desde 1992.

Os trabalhadores argumentam que produtores rurais e usineiros tiveram recuperação nos preços da matéria-prima e dos produtos derivados nos últimos anos, enquanto os reajustes salariais ficaram abaixo da inflação.

O advogado Luiz Fernando Machado, representante dos patrões na comissão de negociação, disse que a contraproposta de 8% significa 13,15% acima da inflação do período. Por isso, acredita que a greve não prospere.

A assessoria da União Agroindústria Canavieira de São Paulo (Única), representante das usinas, disse que a paralisação não atinge a produção nesse estágio da greve.

Na safra passada, as usinas paulistas moeram 148 milhões de toneladas de cana, que resultaram na produção de 9,6 milhões de toneladas de açúcar e de 6,4 bilhões de litros de álcool.

Na região de Catanduva, cerca de 2 mil canavieiros fizeram protestos em rodovias ontem de manhã, podendo haver bloqueios a partir de hoje.

De acordo com o Comitê de Greve, responsável pelas ações e estratégias do movimento, foram definidas datas e locais da greve com os grupos regionais - que reúnem sindicatos das regiões no Estado. Na regional Jaú, por exemplo, o STR de Leme já teria paralisado 100% dos trabalhadores de sua base e extensões. Cerca de 4 mil trabalhadores teriam cruzado os braços e cinco usinas já estariam com a produção comprometida. Dessa regional, ainda, devem entrar em greve hoje, trabalhadores de Mineiros do Tiete, Macatuba.

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