Temos procurado fazer a cabeça da população para uma atitude de defesa do meio ambiente da cidade, no caso a preservação dos jardins e da arborização pública urbana, da qual decorre uma valiosa série de benefícios ecológicos locais e até mesmo regionais. Em diversos ensejos já o fizemos. Mas, não só à sociedade compete a adoção de um comportamento cívico-social em defesa do arvoredo, plantado pelas mãos do próprio homem ou, muitas vezes, fruto de vegetação natural. Na verdade, a todos incumbe fazer a sua parte e deve fazê-la generosamente, da melhor maneira desejável, para que da somatória que se espera resulte o ideal colimado. Ontem, uma amável leitora, que nos telefonou, falava exatamente do importante assunto, lamentando que a administração municipal tenha legislado, tempos atrás, contra o corte e a poda das árvores de rua e, paralelamente, não socorra aquelas que são atacadas por formigueiros e outros insetos destruidores que infestam os logradouros públicos, de sua inteira responsabilidade. A jovem citou especificamente o caso de uma árvore de seu bairro que está sendo aniquilada por formigueiros surgidos após as últimas chuvas. E muitas outras mais existem... Estamos diante de uma omissão que não poderia acontecer, pois é preciso convir que, deixar que as saúvas trucidem árvores sem o menor combate, é o mesmo que podá-las ou cortá-las indiscriminadamente, infringindo a lei estabelecida pela própria administração. Em verdade, se o espírito do preceito legal é voltado para a preservação dos indefesos espécimes das praças, jardins, avenidas e ruas, não podem os arbustos, quase sempre bonitos e românticos, serem deixados à mercê de quem só saiba destruí-los, seja ele quem quer que seja, terríveis vândalos humanos, contra os quais a legislação se coloca, ou também as tanajuras ou içás, contra os quais os cuidados da fiscalização prefeitural tem que se posicionar, também, por legítima e necessária extensão. Nossa leitora nos parece com muita consciência de seu papel de co-participante voluntária da campanha com que se encaminha no sentido de defender, por todas as maneiras, o nosso meio ambiente. Conclusão: a guerra aos inimigos das árvores e os encantos dos jardins passa necessariamente por uma batalha contra os formigueiros vorazes. É a nossa opinião.
(* )O autor, N. Serra, é o jornalista responsável do JC e delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado.