Geral

DIFERENÇAS, NADA MAIS

Samir P. Hadba
| Tempo de leitura: 1 min

Até quando vamos ficar como meros espectadores dos dribles verbais daqueles que se propõem a nos representar? Não raros são os discursos eloqüentes em busca de justiça social. No entanto, a cada dia as diferenças ficam mais claras.Sabemos que é competência da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, o combate às causas da pobreza. Como combater a pobreza se a cada dia somos bombardeados com denúncias de desvios de verbas? Como combater as diferenças sociais, sendo que são os nossos próprios agentes políticos que estipulam seus subsídios, na maioria das vezes bastante generosos consigo mesmos. Sob a égide do grau de responsabilidade raspam o tacho sem o menor constrangimento. Na ganância de aumentar ainda mais suas polpudas contas bancárias e manter a legião que o acompanhou pela peregrinação, esquecem que do mesmo cofre tem que sobrar algum àqueles que não ocupam cargos eletivos, sobrando a esses o desespero ao ver bater a sua porta a falta de condições mínimas de sobrevivência.Se um recebe 10 litros de leite para seu sustento, do mesmo úbere, outro recebe 0,247 (ponto duzentos e quarenta e sete) de um litro. Essa diferença enorme causa uma indignação tão grande que vai aumentando, auumentando, auuumentando; até o ponto em que não fará diferença alguma se a vaca for pro brejo.O ocupante de cargo eletivo tem que entender que o cargo é transitório e deve fazer dele uma missão, um trabalho, não um emprego. Aqueles que não entendem assim é porque não têm compromisso com a sociedade. Portanto, cabe-nos expurgá-los do meio através do voto. São esses cidadãos que querem tudo só para eles os responsáveis por esse enorme abismo social; mudar o quadro depende de nós. (Samir P. Hadba - RG. 30.075.149-7)

Comentários

Comentários