O prefeito Nilson Costa (PPS) disse, ontem, que a prestação de serviço de transporte para o Município sem contrato, a partir de 25 de setembro de 1998, aconteceu num período de grande turbulência política e administrativa, em razão da primeira cassação de mandato do ex-prefeito Antonio Izzo Filho. Assim, ele alega que não foi informado imediatamente que a Pérola Turismo, que transportava servidores, estava operando sem contrato. O prefeito argumentou que assim que a situação se normalizou, em fevereiro de 1999, foi aberta licitação para o transporte de servidores e, depois, de alunos.
Nilson Costa comentou que o vencimento do contrato de emergência com o empresário Adhemar Previdello passou despercebido durante o período de transição vivido pela Prefeitura na época. Ele assumiu temporariamente a Prefeitura em 28 de agosto de 1998 e o contrato venceu em 25 de setembro do mesmo ano. Izzo retornou ao cargo em 3 de dezembro do mesmo ano. O prefeito destacou que, apesar da ausência do contrato, o serviço foi prestado e o valor cobrado a título de indenização pela credora. Nilson Costa afirmou que efetuou dois pagamentos de R$ 20 mil pelos serviços, em novembro de 1998. Outra parte do valor foi paga no retorno de Izzo Filho à Prefeitura, em janeiro de 1999.
O comentário do prefeito veio com a publicação pelo JC, na edição de ontem, de que foi aberto inquérito policial na Delegacia Seccional para apurar contratos de transporte firmados pela Prefeitura nas gestões de Izzo Filho, Tidei de Lima e Nilson Costa. O Tribunal de Justiça (TJ) determinou a apuração em pedido formulado pela Procuradoria Geral de Justiça do Estado de São Paulo (MP). A apuração está sendo feita sobre a dispensa de licitação e a repetição de prorrogações. O período do atual prefeito envolve três meses de serviços prestados sem contrato.
Nilson destacou que durante seu retorno definitivo à Prefeitura, em fevereiro de 1999, foi realizada licitação para o transporte de servidores e alunos. Quero lembrar que nos dois períodos em que nós determinamos a realização de licitação as empresas de transporte coletivo realizaram o transporte de servidores e de alunos sem qualquer custo para a Administração. Também destacamos que conseguimos reduzir, na licitação, os valores pagos na gestão de Izzo Filho, de cerca de R$ 40 mil mensais para R$ 22 mil no transporte de servidores e de R$ 165 mil para R$ 117 mil, no início, para o transporte de escolares. Somente em 1999 foi economizado cerca de R$ 1 milhão com essas despesas, afirmou.
Sobre os dois pagamentos feitos à empresa de Adhemar Previdello, no período em que não havia contrato com a Prefeitura, Nilson Costa comentou que foi uma orientação do jurídico a título de indenização pelos serviços prestados. Ele ressaltou, que Adhemar Previdello tem R$ 359 mil a receber da Prefeitura pelos serviços. Nilson contou que determinou a suspensão dos pagamentos assim que a Câmara instalou uma CEI para apurar eventuais irregularidades nos contratos anteriores.