Da janela de meu quarto vejo os trilhos da ferrovia. Esses trilhos são as linhas do trem que vejo passar todos os dias.
Quando estou à toa, de papo por ar, vou até a janela e fico, de longe a ver as locomotivas e vagões. Todos na linha. Na linha do trem.
Para mim eles são como os moradores de minha cidade. Alguns vagões, outros locomotivas. Muito mais vagões do que as poucas locomotivas.
Essas poucas locomotivas levam esses muitos vagões para onde elas determinam e esses muitos vagões seguem na linha, atrás das poucas locomotivas sem nem saberem onde vai dar o fim deste caminho. Locomotiva, sei que não sou. Para vagão, sei que não nasci. Então o que sou meu Deus?! (Marcelo Carneiro - RG. 25.312.575-3)