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Rapaz tenta furtar botijões e mata aposentado em Agudos

Fabiano Alcantara
| Tempo de leitura: 3 min

Agudos - Possivelmente por causa de quatro botijões de gás, o aposentado Antônio Luiggi Bortolucci, 64 anos, foi morto covardemente, ontem de manhã, com um tiro nas costas. O crime chocou Agudos. A vítima era pai do investigador de polícia Luiz Vagner Bortolucci, que estava trabalhando de plantão no momento do assassinato.

O delegado-titutar da Delegacia de Agudos, Paulo Calil, descartou a hipótese de vingança. Já identificamos o assassino e trabalhamos com a perspectiva de ter sido um latrocínio (matar para roubar), afirmou o delegado. Ele disse que o suspeito teria furtado a arma utilizada no crime, uma espingarda calibre 20. Segundo o delegado, o homem procurado pelo crime já teria atirado em um investigador de polícia, há dez anos, em Bauru.

Segundo a nora da vítima, Eneida Bortolucci, o aposentado acordou às 6 da manhã, como fazia todos os dias, e foi até uma edícula que existe nos fundos da sua casa para pegar milho para as galinhas. Antônio, no entanto, teria encontrado um ladrão levando um botijão de gás nas costas.

Ao interpelar o bandido, a resposta teria vindo com um tiro, que não o acertou. A vítima ainda tentou fugir correndo, mas foi acertado nas costas. Testemunhas disseram a Eneida que o assassino teria ficado olhando para certifica-se que o aposentado estava morto. Ele ainda teria ficado desafiando os vizinhos, dizendo: Eu mato mesmo, o que é?.

Em seguida, ele teria fugido com um carrinho de mão, com os quatro botijões de gás que apanhou. A notícia correu e o investigador filho da vítima foi atrás do bandido. Na perseguição, além de abandonar o botijões, o acusado deixou cair uma camiseta e uma blusa que usava sob o boné, à maneira dos cortadores de cana. A roupa encontrada bateu com a descrição de testemunhas. Segundo elas, o assassino estava acompanhado por um homem, que não participou do homicídio e fugiu correndo. Durante todo o dia, policiais civis e militares realizaram buscas ao homem.

Após a primeira perseguição, o foragido se escondeu em um matagal no bairroVila Honorina, próximo da estrada velha que liga Agudos e Bauru. Reforços de Bauru foram solicitados. Ontem de manhã, 30 policiais estavam mobilizados na captura, alguns haviam abandonado o dia de folga para tentar prender o assassino do pai do colega.

Durante as buscas em meio ao mato, segundo o delegado, o acusado chegou a ser visto e com a arma em punho teria se virando de frente para os policiais. Ele acabou conseguindo fugir. Ninguém atirou porque a intenção era prendê-lo e não feri-lo, explicou Calil. O aposentado, tido como uma pessoa muito amigável, morava com o filho José Luiz Bortolucci na avenida Benedito Otoni, no Jardim São Faustino. A casa fica próxima ao local onde o bandido estaria escondido, conhecido como Serra de Agudos.

O delegado-assitente Eron Veríssimo Gimenes disse que o autor dos disparos está identificado e deve ser preso a qualquer momento. De início, ele preferiu manter o nome do suspeito sob sigilo para não atrapalhar as investigação. Na tarde de ontem, no entanto, como ele ainda não havia sido encontrado, o delegado divulgou o nome do suspeito: Donizete Aparecido Merlin, 33 anos, que atualmente estava morando em Agudos. Além dos policiais civis de Agudos, o delegado-titultar da DIG-Garra (Delegacia de Investigações Gerais-Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos), J.J. Cardia está no caso. O delegado-corregedor Antônio Carlos Piscino Filho também esteve em Agudos, ontem de manhã.

Os dois filhos do aposentado estão muito abalados e preferiram não dar entrevista. Caso o suspeito fosse preso, ele seria levado para Bauru. A pena para o crime de latrocínio varia de 20 a 30 anos.

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