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Clonagem pode trazer longevidade

Redação
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Professora é contra clonagem reprodutiva, mas alerta que o avanço científico é importante para fins terapêuticos

Clonagem só é válida para fins terapêuticos. Essa é a afirmação da professora doutora do departamento de Biologia do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (USP), Lygia da Veiga Pereira. Ela esteve participando do II Seminário de Ética na Pesquisa, realizado pela Universidade do Sagrado Coração (USC), onde teve a oportunidade de falar sobre o tema proposto.

Para a estudiosa, a clonagem reprodutiva, ou seja, aquela que cria outro ser é inaceitável, perigoso e tem questões éticas e científicas contra isso. Porém, tem uma parte da clonagem, que chamamos de clonagem terapêutica, que são todas as aplicações médicas que trazem reais benefícios das técnicas de clonagem para a saúde humana, como regenerar um órgão, estudar o envelhecimento, entre outros. Você pode fazer uma série de coisas que têm a ver com a ciência da clonagem, mas não visam gerar um indivíduo e sim, por exemplo, células para serem reimplantadas e serem utilizadas como terapia, explicou.

Esse procedimento, de acordo com ela é eticamente e cientificamente correto. Não tem o menor problema você pegar uma célula no laboratório. Transformar uma célula sua, por exemplo, em células do fígado e aí num caso de uma cirrose no fígado, você pega essas células que cresceram no laboratório e reimplanta em você. Isso não tem problema nenhum, disse.

Esse procedimento é estudado em camundongos, utilizando células do sistema nervoso, do sangue, células musculares. Lygia explicou que essas células são produzidas no laboratório e reimplantadas nos animais que apresentam melhoras clínicas.

Pesquisas em humanos, de acordo com Lygia, já existem em pacientes infartados, dos quais se retiram células do músculo da perna e, no laboratório, essas células são transformadas e expandidas em células que vão poder depois regenerar a região infartada do coração.

Ela disse que essa evolução proporciona uma qualidade de vida melhor para as pessoas, principalmente as que têm algum tipo de doença como Alzheimer que, daqui a alguns anos, provavelmente, poderão receber injeções de células de sistema nervoso e vão então poder regredir a doença, melhorar os sintomas. Isso tudo proporciona uma grande melhora na qualidade de vida, mas o que vai acontecer num mundo onde o ser humano vai viver muito mais, aí eu não sei o que vai ser, afirmou.

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