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DESMONTA BRASIL

Pedro Romualdo
| Tempo de leitura: 2 min

O que mais me deixa com raiva na questão da crise energética é saber que o governo fez tudo isso deliberadamente. Desde a crise energética nos anos 50, passamos a investir pesado na geração de energia, principalmente a hidrelétrica. Tudo controlado pela engenharia brasileira, respeitada no mundo inteiro. Toda criança aprendia na escola que o Brasil era rico porque tínhamos rios, e eles forneciam energia que iluminava do Oiapoque ao Chuí. Nosso país sempre foi primoroso quando o assunto era tecnologia em energia hidroelétrica.

Éramos chamados para os mais diversos lugares do mundo para contribuir com nossa sabedoria no ramo. Qualquer nação que se preze sabe que a produção e controle de energia torna-a mais poderosa e competitiva.

Todos os governos sabem disso. Menos o governo tucano. Até 1995, o Brasil vivia tranqüilo, com um sistema de produção de energia invejado em todo o planeta, até Fernando Henrique e sua troupe chegarem no planalto central. Como ministro da Fazenda, FH interrompeu o sistema que funcionava muito bem e foi na conversa do Banco Mundial, iniciando o processo de privatização do nosso sistema elétrico que funcionava bem, entregando o ouro aos bandidos. Tudo premeditado, tudo arrumado com grupos financeiros internacionais, FH e o PSDB começaram a desmontar nosso sistema de produção de energia. Pensavam que as empresas que comprariam nosso sistema iam investir pesado, daí cobrariam mais caro a energia e, novamente, o povo pagaria o tucano, digo, o pato. Ledo engano! Os lucros iam saindo pelo ladrão, enquanto nossas barragens se esvaziavam. Depois que os cara-pálidas pegaram o filé, meu amigo, abandonaram nossa produção de energia elétrica à nossa própria sorte (que anda muito apagada ultimamente). Além disso, pagamos sem consumir o famoso gás boliviano, que custa os olhos da cara. O povo, mais uma vez, solidário, mostra aos incompetentes dirigentes tucanos que somos mais patriotas que eles.

Enquanto FH e o PSDB querem nos impingir um apagão, multar e desligar nossa energia, tomamos a frente e, conscientes, fazemos a nossa parte. Aliás, muitos já economizam há muito. Pra finalizar, quando um governo tá bem, seus correligionários aparecem a torto e a direita, saboreando as benesses do poder. Mas, quando o governo vai mal, ficam completamente apagados, fingindo que não vêm que o rei está no escuro. Aqui em Bauru, isto está se tornando muito frequente. (Pedro Romualdo - jornalista, presidente do PSB-Bauru)

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