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Exportações das indústrias da região cresceram 34%

Paulo Toledo
| Tempo de leitura: 2 min

As exportações das indústrias da região de Bauru realizadas por intermédio do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) tiveram um crescimento de 34,37%, nos primeiros cinco meses de 2001, se comparadas com o mesmo período do ano passado, saltando de US$ 7,489 milhões para US$ 10,063 milhões. Em maio, as vendas para o exterior cresceram 19,55%, passando de US$ 1,974 milhão, em 2000, para US$ 2,36 milhões neste ano.

O crescimento das exportações da região foi impulsionado pelas vendas para países do Mercosul, que representaram US$ 6,17 milhões, ou seja, 61% do total, num crescimento de 37% sobre os US$ 4,504 milhões dos cinco primeiros meses de 2000. Por outro lado, a comercialização para o Mercado Comum Europeu teve uma retração de 19,9%, chegando a US$ 1,719 milhão, contra US$ 2,146 milhões de 2000.

Para o delegado do Conselho Regional de Economia (Corecon), Reinaldo César Cafeo, os bons resultados foram puxados pela desvalorização cambial do real frente ao dólar, com as empresas que trabalham com o mercado externo se fortalecendo, obtendo uma vantagem competitiva muito importante.

Para ele, a crise na Argentina, apesar de inibir um pouco as compras junto às empresas nacionais, foi compensada pela maior competitividade de preços dos produtos brasileiros impulsionada pela desvalorização do real.

Cafeo disse que a crise energética brasileira pode acabar favorecendo a continuidade do crescimento das exportações. Para ele, a possibilidade de uma retração no mercado interno pode ser compensada por um crescimento nas exportações da região, que poderão ser usadas para compensar a queda nas vendas internas. A exportação pode ser, inclusive, a alavanca que as empresas precisam para suportar uma possível queda nas vendas internas, disse.

Por outro lado, o diretor regional do Ciesp, José Luiz Miranda Simonelli, vê com reservas os bons resultados obtidos antes de anunciadas a crise energética brasileira e as altas da taxa Selic promovidas pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

Para ele, houve um grande abalo da confiança nas empresas brasileiras por parte dos investidores estrangeiros, por conta da crise. O País ficou fragilizado perante o mercado exterior, afirmou.

O diretor do Ciesp disse, também, que a exportação pode ser uma saída para os efeitos da crise energética, que deve causar o desaquecimento do mercado interno, por conta de um possível aumento no desemprego e uma queda na massa salarial. Já estamos sentindo um desaquecimento em alguns setores, como o da construção civil, afirmou.

Diante das alterações nos cenários da macroeconomia brasileira, Simonelli acredita que poderá haver interferências nos resultados das exportações da região de Bauru. Porém, ele não arrisca a quantificar o tamanho desse efeito. O diretor do Ciesp disse que as conseqüências da crise energética vão influir diretamente no desempenho futuro. Se avaliamos pontualmente, o resultado dos cinco primeiros meses é positivo. O que nos preocupa é daqui para frente, afirmou.

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