Após a tentativa de fuga ocorrida anteontem na Cadeia Pública de Bauru, as polícias Civil e Militar fizeram uma blitz no local, ontem de manhã.
A operação terminou por encontrar várias armas brancas, algumas improvisadas com ferros que detentos arrancaram das celas. Antes, um carcereiro já havia achado cerca de 150 gramas de maconha. Além de dois tijolos, a polícia encontrou a droga embalada em 49 trouxas.
Para apurar como a droga e as facas entraram no local, o delegado Roberto Cabral Medeiros, responsável pelo Cadeião, decidiu abrir uma sindicância administrativa. Para fazer os estiletes nós sabemos que eles arrancam ferragens das grades, da laje e do chão. O que nos preocupa é em relação à droga e às facas industrializadas, revelou o delegado.
Ele ressaltou o trabalho conjunto entre as polícias. Cerca de dez PMs comandados pelo tenente Alessandro Rosseto participaram da blitz. Medeiros disse, ontem, após a operação, que a situação no Cadeião era tranqüila.
As celas oito e nove, onde estavam os presos que tentaram fugir, continuam interditadas. Segundo o delegado, um pedreiro está trabalhando no local onde os presos começaram a cavar um túnel. Medeiros acha que as celas vão ser liberadas apenas amanhã ou depois.
Os 29 presos que estavam nas celas interditadas foram transferidos para outros xadrezes. A situação chegou a provocar um clima de tensão na cadeia, que foi projetada para abrigar 80 presos, mas está com 166 homens. Medeiros contou que está tentando obter vagas para transferir alguns presos para cadeias da região e, assim, reduzir a superlotação.
A tentativa de fuga de anteontem foi abortada pela Polícia Civil. Ao perceber ruídos estranhos vindos do interior das celas oito e nove, os carcereiros solicitaram reforço aos policiais plantonistas e após uma revista na cadeia localizaram o início de um túnel.
Além da droga, estiletes, serra, tesoura e facas, a operação encontrou várias maricas (instrumento usado para fumar maconha). Os objetos apreendidos foram levados para o 2.º Distrito Policial.