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Obras negocia asfalto pago na Zona Sul

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 3 min

O secretário de Obras está negociando com moradores e empresários da região a implantação de galerias e asfalto

A Prefeitura está tentando viabilizar a implantação de asfalto, galerias de águas pluviais e até recuperar uma erosão na Zona Sul através de uma linha de crédito da Caixa Econômica Federal (CEF) que pode ser solicitada por moradores e empresários da região. Na verdade, a proposta é fazer o asfalto comunitário, ou seja, pago pelos proprietários dos imóveis.

Edmilson Queiroz Dias, titular da Secretaria Municipal de Obras, está negociando a proposta com um grupo de moradores e empresários da Zona Sul, principalmente os estabelecidos na avenida Getúlio Vargas. Ele explicou que a novidade dessa linha de crédito é também financiar a implantação de galerias pluviais, obra necessária para fazer a pavimentação.

Dias ressaltou que se os moradores e empresários da Zona Sul realmente aderirem ao financiamento, além de resolver problemas antigos da região, outros bairros também serão beneficiados. Isso porque, segundo o secretário de Obras, a Prefeitura poderá utilizar o dinheiro dos cofres públicos para recuperar erosões de bairros mais pobres, como a Pousada da Esperança e Parque Roosewelt.

Pela proposta da Prefeitura, cada um dos moradores e empresários que concordar com o asfalto comunitário vai aderir ao financiamento da CEF. A associação que representa o grupo de moradores e empresários já teria contatado empresas especializadas para levantar em quanto ficará implantar galerias, pavimentar ruas e recuperar a erosão existentes próximo ao Residencial Paineiras. Dias reuniu-se com representantes dos moradores na semana passada e outra reunião para tratar do assunto deve ser realizada na próxima semana.

Depois de levantados os preços, se a proposta do asfalto comunitário for aceita, o próximo passo será obter o financiamento junto à CEF. O secretário de Obras não soube precisar a taxa de juros cobrada e o prazo para pagamento do financiamento, mas ressaltou que trata-se de uma linha de crédito popular.

No asfalto comunitário, a Prefeitura atua como agente fiscalizador, para garantir a qualidade do serviço executado pela empresa contratada pelos proprietários dos imóveis, a exemplo do que já vem sendo feito em bairros como o Jardim Vânia Maria. A própria Prefeitura indica as empresas credenciadas para fazer o asfalto.

O secretário de Obras se mostrou entusiasmado com a possibilidade da adesão de moradores e empresários da Zona Sul ao programa de asfalto comunitário. É que 43% das ruas de Bauru ainda são de terra e a cidade tem mais de 30 erosões que precisam ser combatidas, sendo que algumas representam riscos.

No início deste ano, duas pessoas morreram quando o carro em que estavam caiu dentro de uma erosão na avenida Waldemar G. Ferreira. A Prefeitura está sendo cobrada para solucionar problemas de canalização da água da chuva, que provoca erosões, e recuperar as já existentes. No mês passado, o assunto foi discutido em plenária popular realizada na Subseção Bauru da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e que resultou na Carta de Bauru, documento que cobra ações da Prefeitura.

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