Geral

Em confiança

Leonardo de Brito
| Tempo de leitura: 5 min

O QUE ESTÁ ACONTECENDO COM A BOLA?

Outono, lindo, 09 de junho de 2001, manhã de sábado, noite na Coréia do Sul, temperatura de 24 graus, público excelente, alegre, comportado - aplaudindo até cobranças de tiro de metas. Gramado impecável, tudo perfeito para a prática do futebol, jogadores em perfeitas condições físicas e psicológicas, a importância da partida propiciava estas condições aos atletas, pois a disputa seria para o último colocado dessa fase (mais ou menos como disse um sábio técnico de futebol em uma competição onde se disputam os três primeiros lugares, o terceiro é o último), mas havia um grande problema: a bola. Esta por sua vez insistia em não colaborar desviando sempre sua trajetória, batendo nas canelas, sempre indo para os pés dos adversários, passando longe do gol, saindo pelas laterais e muitas vezes indo para a torcida, só voltando para o gramado meio murcha, sem jeito, em consideração e respeito àquela platéia, que com alegria, comportada e educada, apesar de tudo, continuava a incentivar e aplaudir. Na 2ª etapa vieram as mudanças e com elas a esperança, mas nada aconteceu, pois a bola, teimosa, caprichosa, quadrada, definitivamente não queria colaborar. Após o término da partida, ao ser entrevistada afirmou categoricamente: Eu assumo toda a responsabilidade, pois eles tentaram de todas as formas, mas eu não quis fazer a alegria do futebol, que é o gol. Foi para o vestiário e escondendo-se atrás de um armário decidiu não mais voltar para os gramados. Crônica do amigo Serafim, um dos diretores do Preve Objetivo. Concordo com o ilustre professor e torcedor do Santos: naquela derrota da Seleção Brasileira para o mistão da Austrália, a atuação das duas equipes não teve sentido de futebol. A culpa foi mesmo da bola.

NÃO EMPLACA

Luiz Felipe Scolari admite que poderá não usar o esquema 3-5-2 contra o Uruguai, em Montevidéu, pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo. A mudança se deve aos vários problemas com jogadores que deverão se apresentar machucados, como os zagueiros Antônio Carlos e Lúcio. Não gosto desse esquema, que só vi funcionar com agrado uma só temporada, no Mogi Mirim, época de Rivaldo. A figura do famigerado líbero foi um desastre na Seleção Brasileira de Lazaroni, que cumpriu em 90, na Itália, a mais fraca campanha de sua história em Mundiais. Para mim, o ideal é o time com três meio-campistas (só um volante de marcação) e três atacantes. Na pior das hipóteses o bitolado 4-4-2.

DECADÊNCIA

A BBC de Londres, principal emissora de televisão da Inglaterra, mandou alguns jornalistas ao Brasil para fazer um documentário sobre a decadência do futebol brasileiro. O destaque principal do programa será a queda da Seleção Brasileira no ranking da Fifa, que aconteceu em maio. O Brasil liderava o ranking desde 1994 e perdeu a posição para a França. JOGADORZÃO

A permanência de Claudecir no Palmeiras pode estar mais próxima. Apesar do interesse do Santos e Fluminense em contratá-lo para o segundo semestre, o meio-campista, que não vinha sendo usado pelo técnico Celso Roth, poderá ficar no Parque Antarctica. Após passar um período difícil, quando lesões o tiraram do time e de não ter sido nem relacionado para algumas partidas, uma conversa com o treinador deixou o jogador esperançoso para o seu futuro no Verdão. Acho um absurdo Roth não escalar o ex-noroestino, um jogadorzão que sabe tudo de bola.

O ANIMAL

Disposto em manter os principais jogadores, o Vasco, que está em crise financeira, precisará fazer caixa para tentar repetir a campanha do ano passado, quando conquistou a Copa João Havelange e a Copa Mercosul. Uma solução seria a venda do atacante Edmundo, que interessa ao Benfica, de Portugal. Dificilmente o Animal voltará a São Januário, enquanto Romário estiver por lá. A única possibilidade de Edmundo retornar ao clube que o revelou seria a saída do Baixinho, que também pode ser negociado para o exterior. A Inter de Milão quer Edmundo ao lado de Ronaldinho. No Campeonato Italiano encerrado domingo, Edmundo não correspondeu e o seu time, o Napoli, caiu para a Segunda Divisão.

DIFÍCIL

Sem bairrismo, fanatismo ou coisa parecida, ainda porque, Noroeste jogou pedrinhas domingo passado e mereceu apanhar do XV de Jaú. Seguinte: nas divididas, na boa ou na podre, a arbitragem esteve sempre a favor do XV de Jaú. Primeiro gol do XV: cobrança de falta e gol de cabeça. Só que João Paulo não cometeu a falta no adversário. O segundo gol do XV foi marcado além do tempo regulamentar, mas não houve cera e nem paralisação. Não havia motivos para os acréscimos. Tequila foi girar o corpo e atingiu sem maldade um adversário, que dramatizou por demais. Lance, no máximo, para o cartão amarelo, mas o noroestino recebeu o vermelho. Com time um fraco e juiz prejudicando, fica difícil, mesmo.

TROCADILHO

Do professor Sinuhe Daniel, noroestino, palmeirense e integrante da equipe esportiva da TV Preve:Doe um cobertorZINHO, azul-MARINHO PARAÍBA! Genial. Lembramos que os gols do Grêmio na vitória sobre o Corinthias foram marcados por Zinho, Marinho e Marcelinho Paraíba.

FOLCLORE

De Jardel: Quando o jogo está a mil, minha naftalina sobe. Outra do atacante da Seleção Brasileira: Clássico é clássico e vice-versa.

RAPIDINHO

Vasco e COC/Ribeirão Preto fazem hoje o terceiro jogo da série decisiva do 12º Campeonato Nacional de Basquete. O time carioca lidera o playoff por 2 a 0 e se vencer hoje, garantirá o segundo título seguido.

SAUDADE

Morreu Paçoca, uma legenda no futebol infanto-juvenil e amador de Bauru. Muita gente da antiga garante que o melhor jogador do imbatível Baquinho era Paçoca, seguido de Pelé. Além do Baquinho, ele se destacou no Radium e no Fortaleza, onde formou a célebre dupla de meio-campo com Baiano, outro fora de série. Paçoca foi sepultado ontem pela manhã. Descanse em paz, amigo.

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