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Corpo de caminhoneiro é velado

Redação
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O corpo do caminhoneiro bauruense Sérgio Vigário, de 37 anos, encontrado na noite de anteontem com dois tiros na cabeça, num canavial próximo à cidade de Cosmópolis, foi sepultado no final da tarde de ontem, no Cemitério da Saudade, e contou com uma homenagem de cerca de 80 companheiros de classe. Parte dos caminhoneiros presentes acompanhou o trajeto do corpo até Bauru, num comboio de cerca de 20 caminhões. As investigações indicam que o caminhoneiro foi mais uma vítima das quadrilhas de roubo de cargas.

Sérgio estava desaparecido desde a última quinta-feira, quando saiu de Paulínia com destino a Cuiabá carregando 30 mil litros de óleo diesel. Ele tinha a intenção de passar por Rio Claro para buscar seu filho e almoçar em Bauru, com sua esposa, antes de seguir viagem para a entrega da carga.

Seu caminhão foi encontrado na cidade de Leme, na sexta-feira. A carga havia sido roubada e Sérgio estava desaparecido. Seu corpo foi encontrado no início da noite de terça-feira, em um canavial próximo à cidade de Cosmópolis, amarrado e com dois tiros na cabeça.

O Instituto Médico Legal (IML) liberou o corpo da vítima no início da tarde de ontem, para ser conduzido a Bauru e sepultado. O corpo foi acompanhado, em todo o trajeto pela rodovia Bauru-Jaú, por uma caravana de cerca de 20 caminhões. Aproximadamente 80 companheiros de profissão estiveram presentes no velório, de acordo com Waldir Faria de Freitas, presidente do Sindicato dos Taxistas e Caminhoneiros Transportadores Autônomos de Bauru e Região. Ele é muito querido junto à classe. Seu pai também trabalhava no ramo e era muito conhecido. Não teria que ser diferente essa homenagem. É muito triste perder um companheiro da forma que aconteceu, desabafou.

Freitas acrescentou que os companheiros, que vieram de cidades como Paulínia e Americana, tiveram que se organizar para prestar a última homenagem a Sérgio, devido à grande concentração de pessoas no Velório Municipal. Foi difícil estacionar todos os caminhões nas proximidades do cemitério, disse.

As quadrilhas de roubo de cargas são uma grande preocupação dos profissionais, de acordo com o presidente do sindicato. A preocupação da categoria é grande, e ela está amedrontada. Nós não temos segurança; só sabemos a hora de sair de casa e não sabemos se vamos voltar. Essas quadrilhas são muito bem organizadas e torna-se difícil prender os responsáveis, expôs.

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