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Assembléia decide que a Unesp pára na sexta

Fabiano Alcantara
| Tempo de leitura: 2 min

Em protesto contra a negativa dos reitores em oferecer reajuste de 13,5% e outras reivindicações, professores e funcionários da Universidade Estadual Paulista (Unesp) decidiram, ontem, em assembléia, fazer uma paralisação na sexta-feira. A assembléia de ontem também contou com a participação de alunos.

Para o presidente da Associação dos Docentes da Unesp (Adunesp) de Bauru, Norival Agnelli, a possibilidade de greve está praticamente excluída. Acho difícil. Trabalhamos com o fortalecimento do movimento e em setembro, quando devemos atingir um pico de mobilização, poderemos fazer uma greve, comenta o professor.

Cerca de 150 pessoas participaram da assembléia de ontem. Elas decidiram, além da paralisação, declarar assembléia permanente e voltar a se encontrar na sexta-feira, às 9 horas, quando deve ser decidido de que forma acontecerá um ato público. Na sexta, representantes dos reitores e dos professores e funcionários da USP, Unesp e Unicamp se encontram em Campinas.

Os reitores haviam afirmado que conversariam só em novembro. Como perceberam uma movimentação forte, voltaram atrás e marcaram este encontro para sexta, disse o professor Geraldo Bérgamo, da diretoria da Adunesp. Ele ressaltou que alunos, funcionários e professores estão mobilizados. Um grupo com representantes dos professores, funcionários e estudantes vai acompanhar a negociação em Campinas.

O presidente da Adunesp disse que a reivindicação é de aumento de 13,5%, a implantação de uma política salarial, com reajustes nos próximos meses e melhoria das condições de trabalho. Estamos sobrecarregados, com muito poucos funcionários. Alguns departamentos com 30 professores só tem uma secretária, disse.

Agnelli afirmou que, por conta das condições precárias, existem muitos casos de Lesão por Esforço Repetitivo (LER). Entendemos que existe uma folga orçamentária nas universidades que poderia atender os nossos pedidos. Dizemos isso com base no comportamento do ICMS, afirma o professor.

Os reitores ofereceram reajuste de 6%, que já foi incorporado na folha de pagamento dos professores e funcionários. A reunião entre as partes, na sexta-feira, começa às 16 horas. A pauta de reivindicação dos professores e funcionários da Unesp ainda inclui retomada das reuniões mensais da Comissão de Acompanhamento de Arrecadação do ICMS para implantação de uma política salarial; dotação suplementar aos orçamentos das universidades estaduais e Centro Paula Souza; concurso público para contratação de professores e funcionários; ampliação de melhoria de serviços de restaurantes universitários, entre outros itens.

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